Sistema de impedimento semiautomático da CBF utiliza 28 iPhones 17 Pro

Saiba como 28 iPhones 17 Pro trabalham em conjunto para acabar com as polêmicas de VAR no Brasileirão

O empate em 1 a 1 entre Corinthians e Flamengo, na noite deste domingo (22/03), na Neo Química Arena, não foi marcado apenas pelos gols de Paquetá e Yuri Alberto. O clássico serviu como o primeiro grande teste em São Paulo para a tecnologia de impedimento semiautomático que a CBF implementará no Brasileirão.
Imagem: Flavio Latif/UOL

O empate em 1 a 1 entre Corinthians e Flamengo, na noite deste domingo (22/03), na Neo Química Arena, não foi marcado apenas pelos gols de Paquetá e Yuri Alberto. O clássico serviu como o primeiro grande teste em São Paulo para a tecnologia de impedimento semiautomático que a CBF implementará no Brasileirão.

O que mais chamou a atenção nos bastidores, porém, foi a infraestrutura: o sistema utiliza 28 iPhones 17 Pro espalhados pelo estádio. Considerando que o modelo básico custa cerca de R$ 11.499, o investimento apenas em aparelhos passa dos R$ 320 mil por arena.

Mas por que a CBF e a Genius Sports escolheram smartphones em vez de câmeras profissionais tradicionais?

O Poder do Processamento “na Ponta”

A explicação técnica reside no chip A19 Pro da Apple. Diferente de uma câmera comum, o iPhone possui um motor neural (Neural Engine) capaz de realizar cálculos de inteligência artificial em tempo real.

Com informações do UOL.

Em vez de enviar vídeos pesados para uma central, o próprio iPhone identifica os jogadores e rastreia 29 pontos de articulação (esqueleto digital) dos atletas. O aparelho envia apenas os “metadados” (coordenadas) para o computador central, o que reduz o tempo de resposta do VAR para poucos segundos.

Cobertura 360° e Triangulação

Os 28 iPhones são instalados em ângulos estratégicos sob a cobertura do estádio. Essa quantidade é necessária para garantir que, mesmo em lances com muitos jogadores aglomerados, sempre existam câmeras com visão limpa da jogada. O sistema cruza os dados de todos os aparelhos simultaneamente para criar uma representação 3D exata.

“O sistema usa a comunicação dos iPhones para criar uma rede dedicada. É uma solução mais barata e fácil de substituir do que câmeras industriais proprietárias”, explica a Genius Sports, empresa responsável pela tecnologia.

Quando a tecnologia estreia oficialmente?

Após o teste na Neo Química Arena, a CBF planeja expandir o sistema para os principais estádios do país ao longo do primeiro semestre de 2026. O objetivo é que o tempo de checagem de impedimentos, que hoje pode levar minutos, caia para menos de 30 segundos, aumentando a fluidez do espetáculo.

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