O amor venceu o preconceito na quadra da Escola Edmundo Pinto de Almeida Neto, no Bujari. Durante a celebração do Casamento Coletivo do Projeto Cidadão, nesta sexta-feira (10), a história de Maria Darc do Nascimento, de 52 anos, e Rosângela da Silva Carvalho, de 44 anos, emocionou os presentes. Juntas há seis anos, elas foram um dos 54 casais que oficializaram o matrimônio perante o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC).
Para as duas, a assinatura do documento representou muito mais que um trâmite civil; foi um ato de afirmação. Moradoras da zona rural, Maria e Rosângela relataram que já enfrentaram dificuldades para acessar benefícios básicos por não serem reconhecidas como um casal. “A nossa história tem lutas e desafios. A gente queria que o mundo nos visse como somos: normais. É uma união de luta, alegria e muito amor”, declarou Maria, orgulhosa.

Projeto Cidadão garante gratuidade em registros civis para moradores do interior/ Foto: TJAC
Do Digital ao Altar
A trajetória do casal começou em um aplicativo de relacionamentos, quando Rosângela ainda morava em Porto Velho (RO). Após o encontro presencial, a conexão foi imediata, resultando na mudança para o interior do Acre e no desejo de construir uma vida em conjunto. A oportunidade de oficializar o laço surgiu através da ação social, que isenta os noivos dos custos cartoriais.

Casamento coletivo no Bujari reúne 54 casais na Escola Edmundo Pinto/ Foto: TJAC
Paz, Respeito e Combate à Violência
O coordenador do Projeto Cidadão, desembargador Samoel Evangelista, presidiu a cerimônia e enfatizou que o casamento deve ser um refúgio de amparo mútuo. Em seu discurso, o magistrado fez um apelo contundente contra a violência doméstica. “Construam uma casa onde o diálogo prevaleça sobre o grito. Quem ama protege, não fere. Mulher não foi feita para servir, foi feita para caminhar lado a lado”, exortou.
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O corregedor-geral da Justiça, Nonato Maia, também acompanhou o encerramento das atividades no Bujari, destacando a união de esforços entre o TJAC, a Corregedoria (Coger) e os cartórios extrajudiciais para garantir que a cidadania e os direitos cheguem a quem mais precisa. Com a entrega das certidões, o Bujari encerra mais uma edição do projeto com famílias fortalecidas sob os pilares da dignidade e do respeito.

