O cenário internacional voltou a registrar um pico de tensão neste sábado (11). Ao deixar a Casa Branca rumo à Flórida, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou um recado direto ao governo de Xi Jinping: a China enfrentará “grandes problemas” caso decida fornecer armamento ao Irã. A declaração ocorre após a inteligência norte-americana detectar indícios de que Pequim estaria preparando o envio de mísseis antiaéreos portáteis (MANPADS) para os iranianos nas próximas semanas.
“Se a China fizer isso, terá grandes problemas, ok?”, disparou Trump, mantendo o tom enigmático sobre quais sanções ou medidas poderiam ser adotadas. Enquanto isso, a embaixada chinesa em Washington negou prontamente as alegações, classificando as informações como “falsas” e pedindo que os EUA evitem acusações infundadas.

Donald Trump afirma que China terá problemas se armar o Irã com mísseis/ Foto: Reprodução
“Para mim, tanto faz o acordo”
Apesar de o vice-presidente JD Vance estar em Islamabad, no Paquistão, liderando a segunda fase das negociações de paz com o alto escalão iraniano, Trump adotou um tom de indiferença quanto ao resultado das conversas. “Independentemente do que aconteça, nós vencemos. Para mim, tanto faz se fizermos um acordo ou não”, afirmou o presidente, alegando que os EUA já “derrotaram completamente” o país persa.
As negociações no Paquistão, mediadas pelo primeiro-ministro Shehbaz Sharif, são vistas pela comunidade internacional como um momento de “tudo ou nada”. Embora o tom geral das reuniões tenha sido classificado como positivo, o controle do Estreito de Ormuz — por onde passa 20% do petróleo mundial continua sendo o principal entrave para um consenso definitivo.
Diálogo em meio ao cessar-fogo
As conversas ocorrem sob a vigência de um cessar-fogo de duas semanas iniciado na última terça-feira (7). Do lado iraniano, nomes fortes como o chanceler Abbas Araghchi e o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, tentam destravar as cláusulas do acordo. Uma terceira rodada de negociações está prevista para este domingo (12), enquanto o mundo observa se a ameaça de Trump à China pode implodir os esforços diplomáticos liderados por sua própria equipe no Paquistão.
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