Na CĂąmara, TchĂȘ alerta impactos de decreto do lixo; entenda

Vereador cita cobrança de atĂ© R$ 25 mil por mĂȘs e quer debate com setores afetados no dia 24 de abril

Por Anne Nascimento, ContilNet 14/04/2026 Atualizado: hĂĄ 39 segundos

O vereador Felipe TchĂȘ alertou, na CĂąmara Municipal, nesta terça-feira (14), quanto aos impactos de um decreto que transfere aos chamados “grandes geradores” a responsabilidade pela coleta e destinação do prĂłprio lixo. Segundo ele, a medida pode inviabilizar condomĂ­nios e pressionar ainda mais empresĂĄrios da capital.

Durante discurso, o parlamentar relatou que sĂ­ndicos jĂĄ enfrentam dificuldades para se adequar Ă  nova regra, principalmente por conta dos custos.

“Segundo a comissĂŁo dos sĂ­ndicos, as poucas empresas que demonstram interesse estĂŁo cobrando entre R$ 18 mil e R$ 25 mil por mĂȘs de cada condomĂ­nio”, afirmou.

Para TchĂȘ, o problema ganha dimensĂŁo social ao atingir diretamente moradores de conjuntos habitacionais criados para garantir acesso Ă  moradia. “Se esse decreto nĂŁo for revisto como estĂĄ hoje, muitos condomĂ­nios de Rio Branco vĂŁo terminar sendo inviabilizados”, alertou.

Diante da repercussĂŁo, o vereador solicitou a realização de uma audiĂȘncia pĂșblica no prĂłximo dia 24 de abril, com o objetivo de reunir representantes da prefeitura, empresĂĄrios, sĂ­ndicos e demais setores afetados para discutir possĂ­veis ajustes na medida.

O que diz o decreto e quem serĂĄ afetado

O decreto enquadra como grandes geradores todos os empreendimentos que produzem alto volume diårio de resíduos sólidos e, por isso, passam a ser obrigados a contratar, por conta própria, empresas para coleta, transporte e destinação do lixo.

Na pråtica, a regra alcança:

  • CondomĂ­nios residenciais e grandes edificaçÔes com alto nĂșmero de moradores;
  • Bares, restaurantes, lanchonetes e similares;
  • Casas de shows, clubes, arenas, eventos e espaços de lazer;
  • IndĂșstrias, depĂłsitos e grandes armazĂ©ns;
  • Estabelecimentos comerciais com grande fluxo de pessoas.

Esses locais deixam de contar com a coleta pĂșblica regular e passam a assumir integralmente os custos do serviço, o que, segundo vereadores, pode gerar impacto financeiro imediato e significativo.

Setores criticam falta de diĂĄlogo

A medida também foi alvo de críticas por parte do vereador Samir Bestene, que afirmou que entidades representativas não foram consultadas antes da publicação.

“Em momento nenhum a nossa entidade foi chamada para discutir isso. Ficamos sabendo depois, por empresários e síndicos”, disse.

Ele destacou que bares e restaurantes, jå pressionados por custos elevados, estão entre os mais afetados pela mudança.

 

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