Diante de supostas falhas no atendimento a crianças e adolescentes vĂtimas de violĂȘncia, o MinistĂ©rio PĂșblico do Acre (MPAC) instaurou, nesta terça-feira (14), um procedimento administrativo para acompanhar e cobrar melhorias na atuação da rede de proteção em BrasilĂ©ia. A iniciativa tem como base a Lei Henry Borel, que reitera a necessidade de açÔes integradas e mais rigor na proteção de vĂtimas.
A medida, assinada pelo promotor de Justiça FlĂĄvio Bussab Della LĂbera, nĂŁo foca em um caso especĂfico, mas em problemas estruturais. O objetivo Ă© fiscalizar e promover a articulação entre ĂłrgĂŁos como saĂșde, educação, assistĂȘncia social e forças de segurança, garantindo um atendimento mais ĂĄgil e humanizado.
Entre os principais pontos, o MP quer identificar falhas no fluxo de atendimento, verificar se hĂĄ estrutura adequada para a escuta especializada e o depoimento especial – mecanismos criados para evitar que vĂtimas sejam expostas repetidamente Ă violĂȘncia – e mapear a necessidade de capacitação dos profissionais envolvidos.
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A atuação tambĂ©m se apoia na Lei nÂș 13.431/2017, que estabelece diretrizes para o atendimento de crianças e adolescentes vĂtimas ou testemunhas de violĂȘncia, priorizando a proteção integral e reduzindo danos durante os processos de apuração.
Como primeira medida, representantes de ĂłrgĂŁos que compĂ”em a rede de proteção foram convocados para uma reuniĂŁo no dia 29 de abril, onde serĂĄ feito um diagnĂłstico da situação atual no municĂpio. A expectativa Ă© construir um fluxo unificado de atendimento e definir responsabilidades entre as instituiçÔes.
O procedimento terĂĄ duração inicial de um ano e poderĂĄ ser prorrogado. Segundo o MP, a intenção Ă© ir alĂ©m de açÔes pontuais e promover mudanças estruturais que garantam proteção efetiva Ă s vĂtimas e evitem falhas que possam agravar ainda mais situaçÔes de violĂȘncia.

