Lei Henry Borel: MP apura falhas na proteção de crianças em cidade do Acre

Medida busca corrigir falhas na rede de proteção e evitar que crianças vĂ­timas de violĂȘncia sejam revitimizadas

Por Anne Nascimento, ContilNet 14/04/2026

Diante de supostas falhas no atendimento a crianças e adolescentes vĂ­timas de violĂȘncia, o MinistĂ©rio PĂșblico do Acre (MPAC) instaurou, nesta terça-feira (14), um procedimento administrativo para acompanhar e cobrar melhorias na atuação da rede de proteção em BrasilĂ©ia. A iniciativa tem como base a Lei Henry Borel, que reitera a necessidade de açÔes integradas e mais rigor na proteção de vĂ­timas.

A medida, assinada pelo promotor de Justiça FlĂĄvio Bussab Della LĂ­bera, nĂŁo foca em um caso especĂ­fico, mas em problemas estruturais. O objetivo Ă© fiscalizar e promover a articulação entre ĂłrgĂŁos como saĂșde, educação, assistĂȘncia social e forças de segurança, garantindo um atendimento mais ĂĄgil e humanizado.

Entre os principais pontos, o MP quer identificar falhas no fluxo de atendimento, verificar se hĂĄ estrutura adequada para a escuta especializada e o depoimento especial – mecanismos criados para evitar que vĂ­timas sejam expostas repetidamente Ă  violĂȘncia – e mapear a necessidade de capacitação dos profissionais envolvidos.

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A atuação tambĂ©m se apoia na Lei nÂș 13.431/2017, que estabelece diretrizes para o atendimento de crianças e adolescentes vĂ­timas ou testemunhas de violĂȘncia, priorizando a proteção integral e reduzindo danos durante os processos de apuração.

Como primeira medida, representantes de órgãos que compÔem a rede de proteção foram convocados para uma reunião no dia 29 de abril, onde serå feito um diagnóstico da situação atual no município. A expectativa é construir um fluxo unificado de atendimento e definir responsabilidades entre as instituiçÔes.

O procedimento terĂĄ duração inicial de um ano e poderĂĄ ser prorrogado. Segundo o MP, a intenção Ă© ir alĂ©m de açÔes pontuais e promover mudanças estruturais que garantam proteção efetiva Ă s vĂ­timas e evitem falhas que possam agravar ainda mais situaçÔes de violĂȘncia.

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