“Na campanha batem à nossa porta, para depois nos bloquear”, diz líder do movimento LGBT

O líder do Movimento LGBT no Acre, Germano Marinho, chamou a atenção dos internautas após uma postagem polêmica, onde o ativista relata o comportamento pré e pós eleição de alguns candidatos. Em alguns trechos do desabafo na rede social, Germano diz que depois que passou o pleito, até o seu telefone foi bloqueado para algumas pessoas, outras nem respondem suas mensagens e ainda fingem que não o conhece.

“Na época da eleição não faltava candidato na porta da minha casa. Depois até meu telefone foi bloqueado”, diz Germano

whatsapp-image-2016-11-10-at-12-06-41Germano Marino é bastante conhecido pela luta contra a homofobia e outros tipos de preconceitos que a classe LGBT enfrenta no Acre, sempre muito aguerrido na defesa de minorias, é muito respeitado no meio em que atua e tem grande influência na política.

O líder da associação LGBT fez questão de lembrar em seu texto que até mesmo os candidatos que ele votou, e se elegeram, não mandaram sequer uma mensagem de agradecimento. Diante a essa e outras indagações, ele intitulou sua postagem de “Gente Oportunista” e ganhou muitas curtidas e comentários a favor da sua opinião.

Em uma conversa exclusiva, Germano disse que eleição é antes, durante e principalmente depois e que em outros tempos durante o pleito, os candidatos tinham a cultura de ao menos agradecer os votos dos eleitores.

Veja o texto postado pelo ativista:

“Hoje em dia tanto faz se a pessoa perde ou ganha, ela nem volta para agradecer, ou manda uma mensagem, por isso as pessoas estão muito descrentes em apoiar pessoas em suas candidaturas. Vale ressaltar que eu não procurei nenhum candidato pra nada, e eu só dei um exemplo em meu Facebook porque eu tenho uma rede enorme de contato, mais de cinco mil amigos e outros milhares de seguidores e no período de eleição muitas pessoas que estão nos meus contatos batiam na minha porta a toda hora para pedir votos, e por mais que eu não fosse votar em todos, o que não dá, eu estava de alguma forma ajudando, dando toques e sugestões para melhorar a campanha e após isso não tiveram a consideração nem de conservar as amizades. Tudo isso porque infelizmente elas estão mais preocupadas com os próprios interesses”, finalizou.

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