Filial do Hospital do Câncer de Barretos no Acre começa a ser construída em maio de 2017

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Cerca de 800 novos casos de câncer foram diagnosticados no Acre em 2016. Mais de 600 deles só na capital Rio Branco. O câncer de próstata apresenta uma média de 100 novos casos por ano, apesar das campanhas educativas e dos exames gratuitos. Entre as mulheres, os mais comuns são o câncer de mama e o de colo de útero. Já o câncer de pele atingiu mais de 3 mil pessoas, de 2008 a 2016.

São números preocupantes. Ainda mais com o corte de investimentos anunciado pelo Governo Federal. As dificuldades na área já colocaram o deputado Raimundinho da Saúde (PTN) e o secretário Estadual de Saúde, Gemil Júnior, em rota de colisão. Raimundinho cobrou medicamentos para o tratamento do câncer que estava em falta.

“Câncer não se trata com dipirona. Eu cobrei do secretário a morfina e outros medicamentos que estavam em falta, mas ele não gostou”, disse Raimundinho, que a partir do contato com o sofrimento dos pacientes e familiares decidiu agir. O parlamentar buscou alternativas para driblar a falta de verba da administração pública e encontrou solo fértil no Hospital do Câncer de Barretos.

Após várias visitas para entender o funcionamento do hospital, ganhou o governador Tião Viana para a causa. Assim, o Governo do Estado cederá o terreno e a implantação do projeto desenvolvido pelos diretores de Barretos será viabilizada com recursos de multas de passivos de precatórios do Ministério Público do Trabalho. A obra deverá iniciar em maio deste ano e ser inaugurada em dezembro de 2017, gerando pelo menos 70 empregos na área de saúde.

A Unidade de Prevenção do Acre contará ainda com duas carretas que irão percorrer o Estado, uma para realizar exames de prevenção ao câncer do colo de útero e a segunda para prevenção ao câncer de mama. “O projeto é ambicioso, mas eu estou muito satisfeito porque beneficiará centenas de pessoas. Mas é um projeto de vida inteira. Não acaba com a inauguração. Já estou pensando em como sensibilizar a iniciativa privada para auxiliar na manutenção. É uma grande vitória. Só quem conviveu com essa doença pode dar a dimensão real de ter aqui, um hospital que é referência nacional no tratamento do câncer”, comemorou Raimundinho.

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