O ministro da Justiça Alexandre de Moraes chegou na noite desta segunda-feira (2) em Manaus para conversar com as autoridades do Estado sobre a situação dos presĂdios e a disputa entre as facçÔes FamĂlia do Norte e PCC â responsĂĄvel pela morte de 56 detentos no Complexo PenitenciĂĄrio AnĂsio Jobim, o Compaj.
AlĂ©m de afirmar que a questĂŁo prisional Ă© de “absoluta prioridade” para o governo, Moraes apontou a criação de NĂșcleos Permanentes de InteligĂȘncia nos estados como ferramenta a ser criada para enfrentar o crime organizado.
De acordo com o ministro, esses nĂșcleos terĂŁo a participação de agentes de inteligĂȘncia da PolĂcia Federal, PolĂcia RodoviĂĄria Federal, PolĂcias Militar e Civil e agentes prisionais.
As estruturas terĂŁo como finalidade facilitar a troca de informaçÔes e dados entre as instituição que participam as açÔes de segurança pĂșblica para intensificar o cerco contra o crime organizado.
O ministro afirmou tambĂ©m que o governo federal transferiu cerca de R$ 1,2 bilhĂŁo para o estados que poderĂŁo ser utilizados na construção de 20 mil novas vagas no sistema prisional e na compra de equipamento como scanners â utilizados para evitar a entrada nas cadeias de armas, drogas e aparelhos celulares.
â A questĂŁo prisional Ă© absoluta prioridade do nosso governo. Na Ășltima quinta feira transferimos 1,2 bilhĂŁo para os Estados, para construção de aproximadamente 20 mil novas vagas e colocação de scanners para impedir a entrada de armas e outros instrumentos. Mas o mais importante serĂĄ a criação dos NĂșcleos Permanentes de InteligĂȘncia em cada Estado, com participação de agentes de inteligĂȘncia PF, PRF, PM, PC e Agentes prisionais nos 27 Estados da Federação, para troca de informaçÔes e dados.

