O vice-presidente da Confederação das Associações Comerciais do Brasil, empresário George Pinheiro, protestou veementemente em relação à Medida Provisória (MP) editada pelo Governo Federal para tentar apoiar os empresários brasileiros. Segundo Pinheiro, a medida favorece apenas as grandes empresas e não atinge aos demais segmentos produtivos.

Vice-presidente da Confederação das Associações Comerciais do Brasil, empresário George Pinheiro /Foto: Secom Acre
“Nós temos uma proposta apresentada pela Confederação para um novo programa de refinanciamento de dívidas fiscais [Refiz], tendo o governo enviado a MP neste sentido. Ocorre que o a MP não atende as médias e pequenas empresas, não permitindo o parcelamento do Imposto de Renda [IR] sem uma entrada de 20%. Isso é impossível no momento econômico. E o prazo ofertado também não foi o solicitado”, comentou.
Para George, se o empresário sequer consegue pagar os seus compromissos, como vai atualizar imposto? “As grandes empresas vão pagar apenas com declaração de prejuízo contábil, o que as pequenas empresas não possuem”.
O empresário disse ainda que a federação vai para a briga no congresso, com a frente parlamentar comercial, com mais de 200 deputados e senadores: “A medida será emendada, mas isso vai demorar com a tramitação no Congresso. Tendo em vista que nós precisamos disso para ontem e não podemos esperar”.
O empresário destacou o fato do governo dizer existir recursos no BNDES, Banco do Brasil e Caixa Econômica para atender as empresas: “Mas isso não adianta para a grande maioria das empresas por não terem as pequenas e médias empresas as certidões necessárias, como o IR”.
George complementou: “Como vamos retomar o desenvolvimento do país com ações da pequena e média empresa se não podemos ter as certidões, acesso às licitações e à regularização fiscal? Fica impossível.”
