“O PSDB está em pé só para enganar os urubus”, diz militante ao falar sobre a decadência do partido

A volta do nacionalismo

Nos primeiros dias da gestão de Donald Trump à frente dos Estados Unidos percebe-se claramente a volta do nacionalismo. Trump retirou os Estados Unidos do maior acordo comercial do mundo e continua com a caneta pesada com a tese iniciada após a Revolução Francesa.

DR com a imprensa

Ontem (23) boa parte do tempo foi dedicada pela assessoria de Trump para discutir relação com a imprensa. Trump coleciona desafetos por suas posições polêmicas e muitas vezes radicais. Entre os que mais exaltam os ânimos do republicanos está nada mais que a grande imprensa norte-americana.

SUS na Segurança

O secretário de Segurança Pública do Estado, Emylson Farias, é um dos que faz quórum para que o Governo Federal repasse mensalmente recursos para o setor. Farias voltou do encontro com o presidente Temer afirmando que tudo está sob controle no Acre.

Enquanto isso…

O muro do presídio Moacir Prado, de Tarauacá, caiu e o remendo foi feito com paxiúba. Detalhe, o problema foi informado há três meses e nada foi feito, mesmo com toda a grana que tem nos cofres públicos com essa finalidade.

Ataques coletivos

Enquanto Farias vai para telinha dizer que tudo está sob controle, as facções fizeram ataques coletivos em vários municípios do Acre contra o patrimônio público. As ordens, como sempre, partiram de dentro dos presídios.

Não quero ser prefeito

Cantor, escritor, poeta, professor, qualquer outra profissão é recomendável ao ex-prefeito de Porto Acre, Carlinhos Portela, menos de prefeito. Embora tenha pós-graduação em gestão pública, Portela deixou muito a desejar. As condições do patrimônio público encontradas pelo atual gestor falam melhor que qualquer coisa.

Atoleiro

O atoleiro na pista de pouso e decolagem da cidade de Jordão continuará pelo menos nos próximos trinta dias. O Deracre – órgão responsável pela manutenção – não tem um plano de emergência para o problema e como a cidade é isolada, vai depender do nível dos rios para chegar o material necessário à reforma.

Dobradinha

Difícil não acreditar em uma dobradinha de Gladson Cameli (PP) e Vagner Sales (PMDB) no Juruá em uma chapa majoritária para 2018. O deputado federal Flaviano Melo esteve na região para abençoar a ideia. Como Vagner deve gerenciar as candidaturas da esposa Antônia e da filha Jéssica? Bem, aí são outros quinhentos.

Desgaste

Há quem diga que Vagner pode sofrer o mesmo efeito que prejudicou a campanha de Marcio Bittar em 2014. Ou seja, de ter grande parte de candidatos e militância fazendo ‘corpo mole’ na hora de pedir votos. E olha que em 2018 Vagner não era candidato, a esposa era vice e a filha tentava se eleger federal. Apenas um dos projetos saiu vencedor.

Tarifa de ônibus

O aumento no preço da passagem de ônibus deve ser o primeiro desgaste que o prefeito Marcus Alexandre deve enfrentar após a sua reeleição. Mesmo com sucessivos aumentos de combustíveis, a população não entende o porquê da passagem ser tão cara em nossa Capital.

Quem te viu

Impressionante nesse debate é observar a velha militância do PCdoB e do próprio PT na berlinda. Justamente eles que iam para as ruas e promoviam verdadeiros embates ao que chamavam de proteção aos grandes empresários do sistema coletivo.

Ensaios

Quem ameaça invadir a sede da prefeitura é a militância da oposição. Embora esse tipo de movimento não seja uma especialidade desse grupo, eles estão animados para o primeiro bota fora do ano. É esperar para ver e crer.

Grupo forte

A primeira campanha de filiação do ano no Partido Progressista terá um grupo forte formado por empresários e advogados. Tudo bem orquestrado pelo Zeca Bestene. A ideia é não cometer os erros da eleição de 2016 e formar uma chapa forte para estadual e federal.

Virando a mesa

Tudo indica que o prefeito André Maia virou o jogo em Senador Guiomard. Já conta com a maioria da bancada de vereadores. Maia pagou o salário de janeiro dos servidores e começou a quitar os salários atrasados do mês de dezembro.

Não é candidato

O ex-prefeito James Gomes tem dito aos amigos próximos que não será candidato a nada nas eleições de 2018. Será por vontade ou quem sabe James sabe do volume de processos que poderá responder por causa de má gestão fiscal?

No anonimato

Incrível como as coisas acontecem no Acre. Já se passaram oito dias e ninguém sabe qual o nome do condutor da lancha que provocou um acidente no Rio Acre vitimando a jovem Bárbara Bruna. Nem mesmo as autoridades da segurança pública fazem questão da investigação ser transparente.

Sem movimento

O fim de semana, sabe-se lá porque, foi de quase nenhum movimento de lanchas e jet-ski nas barrentas águas do Rio Acre. Depois do acidente, foi possível ver uma equipe do Corpo de Bombeiros fazendo prevenção às margens do rio.

Acabou o luto

Terminado o período de luto oficial pela morte do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, a presidente da Corte, Cármen Lúcia, começou hoje (23) a fazer consultas informais aos colegas ministros sobre o futuro da Operação Lava Jato no STF.

O substituto

Em conversas reservadas, a ministra busca uma solução consensual para encontrar um substituto para relatar os processos da operação, que estavam sob a responsabilidade de Teori, morto na semana passada em um acidente de avião em Paraty (RJ).

Sustentabilidade

A coluna pagava para ver esse debate do governador Tião Viana sobre sustentabilidade. Enquanto ele se exibia lá pelos Estados Unidos, o Acre passava a figurar entre os estados da região norte que mais teve desempregados em 2016. Pelo menos duas mil pessoas perderam seus postos de trabalho. Essa sustentabilidade é mesmo para americano ver.

Na prática

Quem vai a Manoel Urbano verifica sem muito esforço que existe algo de errado nessa política ambiental praticada no Acre. Com o pátio lotado de mogno na área da Agrocortex, o cenário de riqueza natural contrasta com as condições precárias da infraestrutura do município e a qualidade de vida da população na área urbana e rural. Índios pedem esmola no meio da rua. Um dos tripé da tal sustentabilidade é o social.

Cinzas

O PSDB, que já foi o maior partido de oposição do Acre está quase reduzido a cinzas depois das últimas eleições municipais. Em Rio Branco ficou em terceiro lugar após disputar a prefeitura como vice de um candidato indicado pela bispa Antônia Lúcia.

Na FPA

Os dois vereadores eleitos pela sigla na capital acreana caminham com as lideranças da Frente Popular. Pelo menos foi o que ficou claro na eleição da mesa diretora da Câmara, quando os tucanos votaram para presidente da casa em um candidato da base do prefeito Marcus Alexandre (PT).

Sozinho

No Juruá o partido não existe. Em Sena Madureira conta apenas com um vereador, que não se elegeu na conta do atual presidente da sigla. No Alto Acre tem um prefeito que também não faz parte da ala do deputado Rocha. E o pior: maioria dos políticos da oposição estão se preparando para atuarem nas eleições de 2018 sem a legenda tucana.

Esqueceram de enterrar

Quem chega ao diretório regional do partido, que funciona em uma mansão que custa cerca de cinco mil reais todos os meses só de aluguel, pode notar o desânimo de maioria dos filiados. “O PSDB está em pé só para enganar os urubus”, brinca um militante.

Impressionante

O mais impressionante de tudo isso é ver o presidente da sigla anunciando que o partido tem nomes para disputar o governo e o senado, quando não vem formando chapa nem mesmo para a disputa de estadual e federal.

Batendo asas

O pior de tudo é que o PSDB do Acre poderá perder uma de suas mais importantes lideranças, Marcio Bittar, que foi o deputado federal mais bem votado da história do Acre, e que vem sendo fustigado pelo colega de partido, deputado Major Rocha, mas que recebeu convite de vários partidos, inclusive do PMDB, com quem sempre teve uma relação bem estreita. Só ainda não saiu do ninho tucano por conta do forte elo que mantém com Aécio Neves e outras lideranças do tucanato nacional.

Tensão no ninho

“Nosso ninho está em frangalhos, nosso tucano está despenado. Estamos à deriva, não sabemos aonde iremos ancorar. Nunca vivi momentos mais tensos e difíceis no PSDB”, diz um antigo militante.

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