ExigĂȘncia do MinistĂ©rio PĂșblico pode levar frigorĂ­ficos do Acre a fecharem as portas

Por TIÃO MAIA, PARA O CONTILNET 14/03/2019 Atualizado: hå 7 anos

Um drama conhecido dos acreanos e registrado atĂ© meados dos anos 80 em todo o Estado, as filas nos açougues que varavam as madrugadas com os consumidores em autĂȘnticas operaçÔes de guerra para poder comprar carne bovina, pode voltar a ocorrer a partir do dia 31 de março, quando os 17 frigorĂ­ficos em atividade no estado poderĂŁo fechar suas portas. A causa Ă© uma exigĂȘncia do MinistĂ©rio PĂșblico do Estado do Acre (MPAC), em obediĂȘncia um pedido da CĂąmara Municipal de Sena Madureira, para que os alvarĂĄs de funcionamento dos frigorĂ­ficos sejam liberados apenas apĂłs a contratação, pelo Idaf (Instituto de Defesa AgropecuĂĄria e Florestal do Acre), de mĂ©dicos veterinĂĄrios e outros tĂ©cnicos capazes de inspecionar esses empreendimentos e avaliar suas condiçÔes de higiene. A exigĂȘncia Ă© que sejam contratados no mĂ­nimo quatro mĂ©dicos e seis auxiliares.

O temor dos donos de frigoríficos, segundo manifestaçÔes feitas ao ConbtilNet, com pedidos de reservas em relação aos nomes das empresas e de seus proprietårios, é a exiguidade de tempo para essas contrataçÔes. De acordo com um dos empresårios do setor, a responsabilidade pela contratação de pessoal para a fiscalização e a consequente liberação do alvarå cabe ao órgão governamental.

MIOLO 6

Ameaça de fechamento pÔe em risco empregos de centenas de pessoas/Foto: reprodução

“Mas a gente sabe como o governo Ă© devagar em algumas coisas. A nĂŁo ser que esses veterinĂĄrios e outros tĂ©cnicos sejam contratados atravĂ©s de cargos em comissĂŁo”, sugeriu um dos donos de frigorĂ­ficos a ser atingido pela medida. “Era assim que funcionava no governo passado. Se esperarmos por um concurso, temos que fechar”, sugeriu.

Cada um dos frigoríficos em atividade no Acre, na Capital e no interior, processa de oito a dez toneladas de carne por dia, gerando, diretamente, 600 empregos nesse setor. Se a decisão for mantida, além da falta de carne na mesa do consumidor, essas pessoas correm o risco de perder o emprego.

Os mĂ©dicos veterinĂĄrios Anderson Silva Vasconcelos e JosĂ© Lucenildo Nery de Lima, respectivamente, gerente de inspeção e coordenador tĂ©cnico de frigorĂ­ficos de bovinos e estabelecimentos de leite e derivados do Idaf, nĂŁo responderam Ă  reportagem. Lucenildo Neri, que responde pelo Idaf, nĂŁo atendeu Ă s ligaçÔes feitas pela reportagem ao seu telefone celular de nĂșmero com final 085.

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