Reitora da Ufac diz que não abre mão da autonomia universitária e ensino superior gratuito

Durante uma coletiva de imprensa realizada na manhã desta quinta-feira (18), no gabinete da reitoria da Universidade Federal do Acre (Ufac), a reitora Guida Aquino falou sobre o Future-se, programa para aumentar verba privada no orçamento das federais apresentado pelo Ministério da Educação (MEC), em Brasília.

Com relação à proposta, a reitora destacou que ainda não estudou a fundo a proposta pois não houve tempo para discussão com o Conselho Universitário. “Vamos analisar melhor para decidir se vamos aderir ou não. No momento não posso dar opinião sobre o projeto”, disse.

Reitora Guida Aquino/Foto: ContilNet

A reitora disse que o Future-se são ações que as grandes universidades do país já realizam, mas que não é o caso do Acre. “Trata de capitalização de recursos, projetos de grande porte, mas também, alguns pontos nos deixaram preocupados”, explicou.

Questionada se o projeto Future-se implicará em uma possível cobrança de mensalidade aos estudantes nos cursos superiores, Guida foi enfática:

“Com relação à cobranças na graduação, o ministro disse que não, agora na pós-graduação, ele não mencionou. Mas quero deixar claro que não abriremos mão da defesa das universidades federais, nem da nossa autonomia universitária, ela é constitucional, vamos lutar para que a lei não seja ferida”, declarou.

PROJETO FUTURE-SE

O Programa Institutos e Universidades Empreendedoras e Inovadoras (FUTURE-SE) tem por finalidade o fortalecimento da autonomia administrativa, financeira e de gestão das Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes),por meio de parceria com organizações sociais e do fomento à captação de recursos próprios.

O Future-se divide-se em três eixos:

Governança, Gestão e Empreendedorismo;
Pesquisa e Inovação; e
Internacionalização
O programa terá prazo de duração indeterminado e a participação no FUTURE-SE será por meio de adesão, na forma e no prazo estabelecidos em regulamento específico.

CORTE DE VERBAS

Anunciado em abril, o bloqueio de verbas discricionárias nas universidades públicas tem causado preocupação. Na Ufac, por exemplo, o valor bloqueado pelo Ministério da Educação para a Universidade é de quase R$ 15 milhões. .

Já houve contingenciamento de limpeza, funcionamento de biblioteca e outras medidas. No início do mês de junho a reitoria emitiu uma nota anunciando contingenciamento de gastos imediatos, entre eles a redução no horário de funcionamento da Biblioteca Central, suspensão de uso do anfiteatro e Teatro Universitário pela comunidade externa, redução de serviço de limpeza dos campi e a não publicação de editais.

E esta semana, foi anunciado que o Restaurante Universitário pode fechar. 

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