Após dívida de R$ 3,6 bi, Tião Viana quer reduzir em 62% empréstimos do governo

dívida

Depois de aumentar a dívida pública do Acre em 93% nos últimos quatro anos, o petista Tião Viana tem como meta, até o fim do seu segundo mandato, reduzir em até 62% a dependência do Acre de empréstimos.

É o que foi sinalizado em sua mensagem governamental enviada na última terça-feira (3) para a Assembleia Legislativa. Em 2011 a dívida do Estado era de R$ 1,8 bilhões, e alcançou a marca dos R$ 3,6 bilhões em 2014.

Os dados foram apurados por Contilnet Notícias a partir do balanço orçamentário do governo. Na mensagem, o Palácio Rio Branco afirma estar em 74% do limite de 200% imposto para a capacidade de endividamento do Acre. Mas o texto também sinaliza que esta “bolha” preocupa a gestão Viana, e mostra a intenção de reduzir a dependência da obtenção de crédito reembolsável.

O objetivo do governo é aumentar em mais de 62% a captação de recursos que não necessitem a sua devolução, os empréstimos. Uma das apostas para isso está no aumento dos repasses dos royalties do pré-sal para os Estados não produtores, conforme decisão do Congresso Nacional.

A receita obtida por meio da exploração de gás e petróleo na Bacia do Acre é outra estratégia. Estes incrementos, contudo, podem ficar comprometidos com a atual crise que assola a Petrobras, que leva a estatal a perder sua capacidade de atrair capital para investir na camada do pré-sal.

A entrada do Acre no promissor mercado de crédito de carbono também faz o governo calcular os ganhos em sua arrecadação, além da entrada em vigor da Zona de Processamento de Exportação (ZPE).

PUBLICIDADE