lava jato
Em uma única sessão, a nova CPI da Petrobras fez mais barulho do que as suas duas antecessoras no Congresso sobre o mesmo tema – a corrupção que ajudou a levar ao rés do chão a maior empresa brasileira.
Se não contou nada de novo em termos de conteúdo, o delator Pedro Barusco apareceu em carne e osso, e não na forma de vazamento ou leitura de autos.

Cinco minutos com imagens e frases de efeitos no “Jornal Nacional” têm impacto incomparável.
A oposição, com toda a razão, saiu empolgada da reunião, avalizada por sua aliança tática com o PMDB para ajudar a ditar a condução dos trabalhos. O deputado Antônio Imbassahy, tucano que é vicepresidente da comissão, já havia dado o tom da determinação ao madrugar com seus requerimentos de convocações e providências na semana passada.
Há mais tensão por vir. Se não é esperada muita substância na sessão de quinta (12), com os depoimentos de Eduardo Cunha (PMDBRJ) e do expresidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli, a temperatura irá subir na terça (17) com a provável ida à CPI do diretor indicado pelo PT Renato Duque.
Único dos exexecutivos da Petrobras a ter sido solto, Duque é apontado como o homem do partido do governo no esquema. Qualquer frase fora de controle dele pode ter efeitos explosivos.
O PT, por sua vez, viu evaporada a estratégia de tentar igualar o que aconteceu nos anos LulaDilma na Petrobras com casos do passado tucano de administração. E isso aconteceu com a ajuda da deputada Maria do Rosário (PTRS), que insistiu tantas vezes no “sempre foi assim” que só conseguiu amplificar a negativa de Barusco.
