mortalidade
Os índices de mortalidade infantil no Acre aumentaram em 13,54% nos primeiros quatro anos de gestão do governador Tião Viana (PT), de acordo com informações da Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre). Os dados mostram que as mudanças na administração petista ainda não foram suficientes para diminuir o fracasso que o chefe do Executivo, que é especialista na área da saúde, tenta não demonstrar à sociedade.
Este índice é um dos mais graves dentro do quadro de avaliação da saúde, tendo em vista que é um dos fatores avaliados pela Organização das Nações Unidades (ONU) para diagnosticar o desenvolvimento da população, de cidades, Estados e países.
Segundo os dados da Sesacre, somente em 2014 morreram mais de 258 crianças no Acre; ou seja, em média cerca de 21 mortes por mês. Um registro alarmante apresentado pela Gerência da Saúde da Criança da Secretaria de Saúde.
Em Rio Branco, para se ter uma ideia, morreram 107 crianças somente em 2014. No município de Cruzeiro do Sul, segunda cidade com maior número de habitantes do Estado, esse número chega a 25 crianças, acompanhada do município de Xapuri com igual índice.
Os dados apresentados mostram que em 2011, no início do governo de Tião Viana, foram registrados 251 mortes. Em 2012, este número aumentou para 272 mortes de recém-nascidos e no ano de 2013 continuou aumentando, registrando 278 mortes.
Os dados apresentados mostram que 13,54% foi o aumento nos primeiros quatro anos de governo Tião Viana. Um sinal de que, no quesito diminuição da mortalidade infantil, o Estado vem fracassando em relação aos governos que o antecederam, já que os números estavam em ritmo de baixa e voltaram a subir de 2011 até 2015.
Neste ano, nos meses de janeiro e fevereiro, somente na Maternidade Bárbara Heliodora, 29 recém-nascidos foram a óbito.
Os problemas encontrados no sistema
O aumento nos índices de mortalidade infantil é verificado também pela deficiência do Estado e municípios em não garantir os atendimentos de estrema importância às grávidas, como pré-natal completo, envolvendo a rapidez em exames e demais atendimentos.
A gerente do Departamento da Saúde da Criança, Priscylla Nunes de Aguiar, diz que muitas vezes as gestantes não realizam os exames durante a gravidez, e, em outros casos, os exames acabam chegando atrasado, causando problemas na hora do parto.
“Sabemos que alguma coisa ou outra precisa melhorar no sistema. Algum atendimento, a assistência prestada no parto, pós-nascimento. Mas trabalhamos em função de capacitação dos profissionais, tentando conseguir equipamentos junto ao Ministério da Saúde, via Rede Cegonha, adquirindo recursos para reformar a ambiência e comprar equipamentos”, explica ela.
Priscylla Nunes esclarece também que o fato da maternidade da capital registrar os maiores índices de mortalidade infantil é por conta de atender o maior número de casos de risco. “Atendemos também pacientes dos Estados do Amazonas e Rondônia, o que eleva o número de atendimentos em Rio Branco”, conclui a gestora.
