Raimundo Angelim considera retrocesso relatório da Reforma Política

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angelimO deputado Raimundo Angelim (PT-AC), que por reiteradas vezes tem se posicionado por uma Reforma Política que atenda aos anseios da sociedade, se manifestou publicamente a cerca do relatório da matéria, apresentado pelo deputado Marcelo Castro (PMDB-PI), relator da Comissão Especial de Reforma Política. Angelim criticou o parecer especialmente no que diz respeito à adoção do chamado “distritão” para a eleição da Câmara dos Deputados e a possibilidade de financiamento privado em campanhas eleitorais. “Temos que nos mobilizar para barrar mais esse retrocesso”.

O relatório apresenta ainda mudanças no sistema político-partidário brasileiro e sugere o fim da reeleição para cargos do Executivo e mandatos de cinco anos. “Eu vejo aqui na Câmara Federal uma coisa que me decepciona muito. A maioria fala em Reforma Política, mas a reforma que lhe interessa, lhe beneficia. Não a reforma pensando no fortalecimento do processo democrático brasileiro, na sociedade, nas demandas do povo brasileiro”, acrescentou.

Angelim disse que é contra a continuidade do financiamento privado para as campanhas que, segundo ele, é a fonte de todo o processo de corrupção que ocorre nos processos eleitorais. Ressaltou também que defende de forma veemente o financiamento público e o financiamento da pessoa física, desde que haja um teto.

Sobre o voto, o parlamentar também é contra o fim da obrigatoriedade e a favor do distrital. “Sou a favor da continuidade do voto obrigatório, pois acho que se for facultativo vai acabar elitizando o processo eleitoral porque muitas pessoas não têm como se locomover para irem à urna. Muitas outras por desinteresse ou desconhecimento não irão votar. Sou a favor do voto distrital como também que não haja o fatiamento da Reforma Política”.

O deputado disse que não se pode brincar de maquiar uma Reforma Política. “Li alguns artigos de políticos defendendo que se houver ‘esse’ ou ‘aquele’ ponto estarão atendidos. Ora, não podemos fazer uma Reforma Política que atenda aos interesses do PT, do PMDB ou do PSDB, mas é dever do Parlamento brasileiro promover uma reforma que atenda verdadeiramente aos interesses da democracia e da Nação brasileira”, concluiu.

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