Audiência sobre transporte público é marcada por reclamações e cobranças

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audienciatransporteCobranças e reclamações marcaram a audiência pública sobre transporte coletivo que aconteceu na manhã desta sexta-feira (29), no auditório da Federação do Comércio, em Rio Branco. O evento tinha como foco abrir uma discussão sobre o sistema de transporte coletivo da capital, e também apontar soluções futuras aos problemas apresentados.

Vereadores, deputados, presidentes de sindicatos, estudantes universitários e usuários do transporte puderam acompanhar as apresentações feitas por representantes da prefeitura e dos empresários do setor, que defenderam o atual sistema de transporte coletivo.

Um dos momentos mais agitados foi quando o presidente da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (RBtrans), Léo Anastácio, mostrou fotos do interior dos ônibus, com assentos soltos e enferrujados, alegando ser o antigo estado das frotas, e não uma realidade atual.

“Nós tínhamos esse cenário na frota de Rio Branco. Não se pode negar que havia problemas”, declarou Anastácio, exibindo as fotos. E da plateia ouviu-se protestos como “continuam até hoje” e “essa foto foi tirada ontem”, dos usuários de transporte coletivo.

A agitação acabou fazendo com que a organização do evento interrompesse e pedisse colaboração para que o palestrante continuasse a apresentação.

A situação se repetiu quando Marcelo Alves, presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo de Rio Branco (Sindcol), mostrou a tabela de gastos, alegando que os estudantes pagavam somente R$ 1,00 na passagem, quando foi interrompido por estudantes universitários.

“Pagamos R$ 1,37. Os 37 centavos são subsidiados pela prefeitura. O pagamento é feito por conta da dívida que as empresas têm com a prefeitura”, gritou Jardel Cunha.

O evento então seguiu com mais tranquilidade, até o momento em que foi aberto oficialmente o debate. José Bernardo, líder comunitário mais conhecido como Panelada, foi um dos primeiros a falar. Ele cobrou das empresas comprometimento com condições impostas para a isenção de impostos concedida pela prefeitura em março, e pediu mais respeito com os idosos.

“Parece-me que quando foi feita a proposta de isenção de imposto, falaram três temas: permanência da tarifa, melhoria nos carros e melhoria na gentileza. Agora eu pergunto aos senhores usuários: o que foi que melhorou nesse sistema? Nada”, reclamou Panelada.

Vereadores e os representantes foram duramente criticados pelo público. O evento acabou por ser encerrado sem apresentar nenhum tipo de solução definitiva para os problemas do transporte coletivo.

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