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Em meio a um momento de crise no sistema carcerário do Acre, agravada pela superlotação, o secretário de Segurança Pública Emylson Farias afirma ser necessário, neste momento, o aumento à repressão e a prisão de criminosos no Estado.
De acordo com a Vara de Execuções Penais de Rio Branco, o déficit no presídio Francisco de Oliveira Conde é de 1,5 mil vagas, com celas que deveriam comportar quatro presos sendo divididas por 10.
Durante solenidade na manhã desta quinta-feira (9) de entrega de carros para a frota das polícias, Farias apresentou número sobre as prisões realizadas nos últimos meses.
Segundo o secretário, em junho mais de 200 pessoas foram encaminhadas para o presídio acusadas de praticar delitos. Outro reflexo neste crescimento é a superlotação das delegacias de Rio Branco.
“Para este momento, o número de prisões é positivo. Nós estamos no início de uma gestão na Segurança Pública e sabemos que é preciso fortalecer a repressão. Ela tem que servir para este momento. É claro que em um outro momento precisamos reduzir este número acompanhado da redução dos indicadores da violência”, afirma o secretário. “Nós temos uma política de segurança muito bem estruturada.”
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A respeito das críticas da juíza Luana Campos, que classificou presídio no Acre como “escola do crime”, Emylson Farias disse concordar com ela, mas assinalou que o problema acontece em todo o País.
“Não podemos falar [no Brasil] que temos um local em que a pessoa entra e seja ressocializada. Não tenho nenhuma dúvida de dizer que no País inteiro temos que avançar em termos de ressocialização”, acrescentou.
Sobre a questão da saída e o retorno rápido de pessoas do presídio, Farias afirma que este é muito mais um problema de execução penal.
“Esta é uma questão do ponto de vista da legislação, e se é de natureza legislativa a gente tem que cumprir os trâmites legais, e ela [a juíza Luana Campos] também está sujeita ao sistema legislativo e deve seguir o próprio rito desta entrada e saída que a lei determina”, concluiu secretário.
