IA identifica indĂ­cios da existĂȘncia de povos desconhecidos no Acre, diz Folha

Por MARIA FERNANDA ARIVAL, DO CONTILNET 07/01/2023

O uso de inteligĂȘncia artificial faz parte de um projeto de mestrado de GeovĂąnio Katukina na UnB, que vem usando a tecnologia para identificar feiçÔes na floresta em imagens de satĂ©lites. As feiçÔes sĂŁo caracterĂ­sticas da mata, visĂ­veis do espaço. O sistema criado por Katukina ainda nĂŁo foi batizado, mas jĂĄ foi possĂ­vel identificar indĂ­cios da existĂȘncia de povos desconhecidos no Acre.

AlĂ©m do Acre, Amazonas e Roraima tambĂ©m receberam essa descoberta. O uso de inteligĂȘncia artificial pode tambĂ©m destravar o processo de demarcação de terras de um povo indĂ­gena que, desde 1988, a Fundação Nacional dos Povos IndĂ­genas (Funai) tenta confirmar a existĂȘncia no Mato Grosso.

Para rastrear a existĂȘncia de povos, o computador Ă© ensinado, a partir de um banco de imagens, a identificar feiçÔes tĂ­picas de uma ocupação indĂ­gena em meio Ă  floresta, como tapiris (palhoças) ou capoeiras (roças).

Foi dessa forma que o robĂŽ conseguiu encontrar sinais de um tapiri na regiĂŁo do Parque Juruena, no norte do Mato Grosso, onde hĂĄ mais de 30 anos a Funai investiga a existĂȘncia de um povo nunca contatado. A defesa da tese de mestrado acontecerĂĄ em fevereiro e, pelo menos por enquanto, nĂŁo hĂĄ nenhum acordo para que ela seja utilizada formalmente pela Funai, segundo o jornal Folha de S. Paulo.

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