Presidente do STM nega salvo-conduto a presos do QG: “Cenário criminoso”

Por METRÓPOLES 10/01/2023

O presidente em exercício do Superior Tribunal Militar (STM), ministro Péricles Aurélio Lima de Queiroz, negou conceder salvo-conduto para liberar bolsonaristas presos no acampamento em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília.

As prisĂ”es de integrantes do movimento antidemocrĂĄtico foram determinadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Aproximadamente 1,5 mil pessoas foram detidas na capital da RepĂșblica apĂłs invasĂŁo ao STF, Congresso e PalĂĄcio do Planalto.

O advogado Carlos Alexandre Klomfahs entrou com um habeas corpus no STM a favor dos extremistas. O presidente em exercĂ­cio do tribunal superior nĂŁo conheceu o pedido de liminar porque o ĂłrgĂŁo Ă© subordinado ao Supremo Tribunal Federal e “nĂŁo caberia questionar suas decisĂ”es”.

Mais do que negar a ação, Queiroz fez duras crĂ­ticas aos atos terroristas. O advogado alegou que o vandalismo na capital federal nĂŁo foi praticado pelos “manifestantes pacĂ­ficos que estĂŁo em frente aos quartĂ©is do DF”. O ministro, porĂ©m, rechaçou o caso e classificou os atos criminosos de “grave cenĂĄrio criminoso” que “nĂŁo revela manifestação com fins pacĂ­ficos”.

“Ao revĂ©s, vimos com espanto conjuntura extremamente grave, do ponto de vista polĂ­tico e jurĂ­dico, com afronta ao Estado DemocrĂĄtico de Direito. Nesse contexto, tal movimento nĂŁo encontra guarida na Constituição e demais normas do ordenamento jurĂ­dico brasileiro. A Lei 14.197, de 1Âș.09.2021, que revogou a Lei de Segurança Nacional, e acrescentou o TĂ­tulo XII na Parte Especial do CĂłdigo Penal, Ă© uma clara resposta dos representantes legitimamente eleitos contra qualquer tentativa de emprego da violĂȘncia ou grave ameaça ao Estado DemocrĂĄtico de Direito ou qualquer tentativa de depor o governo legitimamente constituĂ­do”, escreveu, em decisĂŁo expedida na segunda-feira (9/1).

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