Líder do PMDB reage à carta de Temer: ‘Ele não queria o fortalecimento da bancada’

Deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ), líder do PMDB na Câmara dos Deputados(Antonio Cruz/ABr/VEJA)

Deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ), líder do PMDB na Câmara dos Deputados(Antonio Cruz/ABr/VEJA)

Citado na carta do vice-presidente, Michel Temer, encaminhada à presidente Dilma Rousseff, o líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ), que é alinhado com o governo, reagiu à divulgação do texto e afirmou que o vice não tinha interesse no “fortalecimento da bancada”.

Na carta, Temer relata uma série de episódios que demonstrariam, nas palavras dele, a “absoluta desconfiança” que Dilma sempre teve em relação a ele e ao PMDB. Em um dos itens listados, o vice faz menção ao processo de reforma ministerial realizado em outubro e afirma ter sido “ignorado” e substituído nas negociações pelo líder Picciani e Jorge Picciani, pai do deputado.

“A carta esclarece muitos pontos. Vai ter uma repercussão forte dentro da bancada. Fica claro que o Michel Temer não queria o fortalecimento da bancada. Ele ficou incomodado. Ele fala contra a presidente ter conversado comigo e ter indicado os dois deputados ministros. E em todo momento não defende a posição da bancada, mas dos seus aliados pessoais. Ele mesmo frisou que o Moreira Franco, o Eliseu Padilha e Edinho Araújo eram pessoas dele”, afirmou Picciani.

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