O abate de um jacaré, com direito a registro em fotografia e vídeos e comemorações por parte dos matadores, pode custar caro aos pescadores. É com base nas próprias imagens tiradas pelo grupo e postadas em redes sociais que fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no Acre tentam identificar os integrantes do grupo.

Foto: Reprodução
Em investigações iniciadas tão logo tiveram conhecimento da existência das imagens, servidores do Ibama já estiveram na região do Rio Iquiri, localizado na zona rural Senador Guiomard, onde o animal foi abatido. O vídeo viralizou na internet no último dia 10, uma quarta-feira, e chegou ao conhecimento do órgão ambiental, que iniciou uma investigação sobre o caso.
No vídeo, é possível ver dois homens ao lado do jacaré, que já está morto e virado de barriga para cima. Um dos pescadores chega a bater na barriga do animal e depois monta em cima dele, celebrando o abate, como se o jacaré fosse um cavalo. De fato, o animal era mesmo avantajado, embora não tenha sido possível medir seu tamanho.
O animal abatido foi do tipo jacaré-açu, cientificamente batizado de “Melanosuchus niger”, é tido como endêmico da Amazônia. É a maior maior espécie de jacaré. Os machos podem ultrapassar os 5 metros de comprimento. Essa espécie é encontrada em áreas de várzea, pequenos rios que conectam rios maiores e matas alagadas.
Moradores da região, visitados por fiscais do Ibama, confirmaram o abate mas não revelaram a identidade dos envolvidos. Na tentativa de defender os pescadores, moradores disseram o jacaré estava causando danos às redes de pesca e se alimentando das criações de fazendeiros e criadores de pequenos animais da região, além de oferecer riscos a humanos que se banham ou pescam nas águas do rio.
