
Eduardo nos EUA/Foto: Cedida
Um sonho realizado: essa foi a frase mais usada pelo estudante Eduardo Menezes, acreano de Cruzeiro do Sul (AC), selecionado para participar do programa Jovem Embaixador, para definir as experiências adquiridas com o intercâmbio. Foram mais de 20 dias, de acordo com ele, nos Estados Unidos com outros 49 participantes do programa. Desses, oito dias foram em Washington, capital americana e 13 na Flórida, onde ficou hospedado.
O Jovem Embaixador é uma iniciativa da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil que visa beneficiar, com uma viagem de três semanas aos Estados Unidos, alunos brasileiros da rede pública com excelente desempenho escolar, que falam inglês, que têm perfil de liderança e que prestam serviço voluntário.
A coordenadora do programa no Acre, Diana Ketlen, comemora a participação de Eduardo no programa. No Estado, ex-participantes da iniciativa formam o YAcre (Youth Ambassadors from Acre, ou Jovens Embaixadores do Acre), grupo que visa, sobretudo, fomentar a participação de estudantes no programa e desenvolver atividades de impacto social.
“Para mim, é sempre uma honra ajudar os Jovens Embaixadores. Eu me sinto muito feliz em fazer parte da história deles como uma mentora, pois eu sei que é um momento único na vida deles. Assim como foi no meu. O sentimento que sinto com eles é o mesmo que sinto quando viajei pelo programa em 2009 também. Toda aquela ansiedade pré-partida até aquela pequena ‘depressão’ na volta. Ter alguém que entende e que já passou pela mesma coisa é essencial para todos os JEs. Faz com que o nosso laço de amizade sempre melhore, o que já influencia na nossa boa relação com o YAcre”, conta Diana, que teve a experiência de ser uma jovem embaixadora.
Diana e Eduardo conversaram com a reportagem da ContilNet minutos após sua chegada a Rio Branco. Ele conta como foi a preparação para participar da experiência que, segundo ele, será inesquecível.
“Passamos [ele e outros participantes do programa] quatro dias em Brasília participando de um treinamento, com os coordenadores da embaixada, sobre tudo que viveríamos lá. Tiramos o visto, com duração do período do intercâmbio”, diz.

Juntos, Eduardo e Diana/Foto: ContilNet
Eduardo ficou hospedado em Pensacola, na Flórida. Ele conta como era sua host-family, a família que o ‘adotou’ em território americano. “Foi incrível. Vivenciamos experiências únicas. Na verdade, minha host-family era apenas um senhor viúvo de 73 anos, mesmo assim foi incrível! Ele levava-nos para conhecer novos lugares todos os dias. Como Pensacola é uma cidade turística e histórica, todos os dias tínhamos algo novo pra conhecer. Fizemos tours, conhecemos uma escola americana, uma universidade linda e, dessa forma, íamos aprendendo e ‘turistando’ ao mesmo tempo”.
Sobre as pessoas que conheceu, Eduardo conta que quer reencontrar todos os participantes do programa novamente. “Foi tudo muito incrível. Conheci 49 pessoas incríveis, de todos os Estados. O pior é que eu fui o ultimo a sair do aeroporto; então, tive de me despedir de todos. Foi a pior parte. Mas tenho certeza que não foi um adeus. Quero reencontra-los de novo.”
Após o programa, o estudante tem novas metas. A maior delas é, de acordo com ele, tentar ingressar em uma universidade americana. “A partir de agora, pretendo começar uma application [do inglês aplicação, em tradução livre. É a forma com que um estudante se candidata para ingressar em uma faculdade nos EUA] para uma universidade americana. Para isso pretendo melhorar meu inglês também. Sei que, com o programa, fiquei bem melhor, mas vou continuar treinando”, explica.
“Sei que posso. É por isso que sempre digo que temos que acreditar em nós mesmos. Se você tem perfil, participe de programas como este; você pode. Sou a prova disto. Se um jovem do interior do estado consegue representar seu estado internacionalmente em um programa dessa magnitude, todos conseguem. Eu não tive ninguém que me inspirasse, por isso, eu quero servir de inspiração para os outros jovens.”
