Jovem empresário está desaparecido há 65 dias após surto psicótico; família faz buscas

Arleilson Chagas de Souza tem 34 anos, sofre de esquizofrenia e desapareceu há 65 dias e família faz apelo por informações

A família da militante petista Selma Neves, presidente do diretório municipal do PT em Rio Branco, vive um drama há 65 dias: o desaparecimento de um sobrinho, Arleilson Chagas de Souza, de 34 anos, que sumiu na divisa dos estados de Rondônia e Amazonas. Arleilson Chagas de Souza, que se autodenomina Arlem, tem esquizofrenia e sumiu no dia 1º de outubro, provavelmente após um surto.

Arleilson Chagas de Souza tem esquizofrenia/Foto: Reprodução

Desde então a família está numa busca desesperada por informações que possam levar ao seu paradeiro. Arleilson Chagas de Souza ou Arlém, que pode vir usando um outro nome já que está sem documentos, desapareceu após passar 15 dias em Rio Branco, em contato com suas tias e outros familiares. Ele vem a ser filho do irmão mais velho de Selma Neves, Adalberto Alves de Souza, que vivia em Manaus, no Amazonas, e que faleceu em 2014. Arleilson, filho fora do casamento de Adalberto Alves de Souza, era desconhecido dos demais familiares até meados deste ano, quando entrou em contato e decidiu vir ao Acre conhecer as irmãs de seu pai biológico.

“Ele passou 15 dias na minha casa. Como eu não o conhecia, não poderia saber se ele estava ou não em estado psicótico”, disse Selma Neves. Enquanto permaneceu em Rio Branco, Arleilson parecia normal, mas ao retornar a cidade onde vivia, Humaitá, no Amazonas, apresentou os primeiros sintomas da doença e desde então desapareceu.

Em Humaitá, cidade amazonense distante cerca de 250 quilômetros de Porto Velho, a Capital de Rondônia, pela BR-319, ele vivia em companhia do professor Amarino Maciel, que ministra aulas na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), que o tratava como filho após a morte de Adalberto Alves. Foi o professor que informou à família em Rio Branco que, em 2011, Arleilson Chagas passaria pelo primeiro surto.

Arleilson é sobrinho da dirigente do PT no Acre, Selma Neves/Foto: Reprodução

“Eu o levei para rodoviária em Rio Branco no dia 30 de setembro, para ele retornar a Humaitá, e parecia que tudo estava bem”, disse Selmas Neves. Não estava. Ao chegar em Humaitá, no sítio em que vivia com seu pai adotivo, o rapaz já não quis entrar na residência, alegando que imóvel era habitado por maus espíritos. “Com muito custo, o professor o convenceu a entrar e dormir, mas no dia seguinte ele saiu e não voltou mais”, contou Selma Neves.

Um dia após seu retorno a Humaitá e de fugir da chácara em que vivia, o rapaz foi visto perambulando pela região e chegou a pegar uma carona no sentido Porto Velho, dizendo que voltaria ao Acre. Informações dão conta de que, ao chegar numa casa, com escova de dente e creme dental, além de um sabonete comprados numa venda do local, ele pediu para tomar banho e lá mesmo no banheiro abandonou as roupas, a mochila que carregava e saiu só de bermuda.

O que mais impressiona a família é que o rapaz não mexeu em sua conta bancária no Banco do Brasil, já que atuava como empresário e sócio do professor que lhe dava guarida, numa empresa de concursos com atuação no Amazonas. A esperança da família é que ele esteja vivendo com outro nome na região de Rondônia.

“Com surto de esquizofrenia, o Arlem estava trajando apenas bermuda preta quando foi visto pela última vez a três quilômetros depois da vila de Cristolândia (BR 319 sentido Porto Velho), por volta das 17 horas”, divulgou o pai adotivo do rapaz. “Qualquer informação que possa nos levar até ele pode ser enviada por Whatsapp para o número (97) 98121-2430 ou para o 190 (Polícia)”, acrescentou.

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