No coração acolhedor da temporada natalina, a magia se desenha nas linhas entre o real e o imaginário, e Ă© atravĂ©s do icĂ´nico Papai Noel que os sonhos se transformam em realidade, desafiando os limites da fantasia. Imagine, por um instante, o encontro mágico entre a criança que sonha e o velhinho de barba branca que realiza desejos impossĂveis.
Calma, calma, calma os religiosos de plantĂŁo, nĂŁo há nenhuma regra clara sobre o Papai Noel na BĂblia, com ou sem a fantasia, temos convicção que o foco principal do Natal deve ser sempre Jesus, entĂŁo, nĂŁo comecem os julgamentos.
Para alguns é uma mentira, para outros uma enganação, mas para mim, é a concretização de sonhos, que partiu de um coração bom. Uma tradição folclórica, em que, através das renas mágicas que puxam o trenó voador do Papai Noel, leva-se pelos céus durante a noite de Natal, presentes às crianças ao redor do mundo. Presentes esses que foram criados/gerados dentro do coração.
Continuando assim, estava assistindo uma reportagem na televisĂŁo local, em que a repĂłrter falava que, em alguns lugares o Papai Noel chegava com suas renas mágicas, mas, no Acre, ele chegava atravĂ©s dos carros dos Correios. Logo vi, nos olhos de uma avĂł, aparentemente 82 anos, boleira, as lágrimas caindo, enquanto ela espiava por trás de uma grade de uma escola infantil da zona rural do municĂpio de Rio Branco, sua neta aguardando o Ăşnico presente que receberá esse ano de 2023, uma boneca. Pergunto a vocĂŞ? É pecado mesmo acreditar no Papai Noel? Quando vocĂŞ olha nos olhos dessa famĂlia chorando? Quer saber de uma coisa? Eu tambĂ©m chorei com a reportagem, sabe porque? Logo me veio a lembrança, dos Natais da minha infância, ia para a casa da VĂł Raimunda Bezerra para Ceia do Natal com toda a famĂlia, e ao retornar, eu já sabia quem tinha passado na minha casa e deixado o presente tĂŁo sonhado por mim, debaixo da cama. Lembro-me atĂ© do cheiro das bonecas Barbies, que eu ganhava e passava a a manhĂŁ do dia 25/12 cheirando. E os carros de luxo cor de rosa rosa e o Kit de churrasco da Barbie, que eu montava e demonstrava e me enchia de tanta felicidade.
Chamo vocĂŞ agora, para uma narrativa, a histĂłria de Clara, moradora de uma pequena cidade, cujos olhos brilhavam com a promessa de um Natal encantado. Ano apĂłs ano, ela escrevia cartas ao Papai Noel, depositando nelas nĂŁo apenas pedidos, mas sua mais pura essĂŞncia de sonhadora. O velhinho, atento aos anseios sinceros, mergulhava na magia de transformar a imaginação em experiĂŞncias tangĂveis.
Ao abrir seus presentes na manhã de Natal, Clara descobria que, de alguma forma, seus sonhos mais inimagináveis tornavam-se reais. O Papai Noel, habilidoso como um artesão dos desejos, costurava histórias de aventuras e realizações que transcenderiam a infância da pequena sonhadora.
Conforme Clara crescia, os presentes do Papai Noel adaptavam-se aos novos sonhos. De brinquedos coloridos a livros que abririam portas para mundos desconhecidos, cada presente era uma ponte entre o real e o mágico.
E assim, a criança sonhadora transformou-se em uma mulher resiliente, mas jamais esquecendo a magia que a guiou desde os primeiros dias.
O Papai Noel, sábio em sua generosidade, continuou a visitar Clara mesmo quando a crença infantil se desvanecia. Em vez de brinquedos, ele entregava oportunidades e encontros significativos, provando que a magia natalina transcende a idade e se reinventa a cada fase da vida, a cada mundo SEU.
Neste Natal, convido você, leitor, a refletir sobre a extraordinária jornada de Clara e da Maysa e como a magia do Papai Noel, entrelaçando o real e o imaginário, inspira-nos a sonhar e acreditar na realização de sonhos inimagináveis. Que a generosidade do velhinho de barba branca ilumine nossos corações e nos lembre da eterna magia que habita a temporada natalina.
Ah, ainda há tempo de escrever aquela carta! Não desista dos seus sonhos, por causa da opinião de outras pessoas.
São apenas opiniões, mas os seus sonhos, são os SEUS SONHOS. Sonhe. Se Ele te permite SONHAR, Ele permite REALIZAR.
Feliz Natal, de uma eterna sonhadora!
Maysa Bezerra



