Na terrinha
Gisele Mubarac trocou temporariamente o litoral de Santos (SP) pelo calor humano de Rio Branco. Ela veio exclusivamente para “matar a saudade” e a agenda promete: reencontros emocionantes, risadas atĂ© altas horas e aquela energia boa que sĂł os acreanos sabem oferecer. Na foto, Geny AbrahĂŁo, Vagno de Paula, Flávia Lavocat, Gisele Mubarac, Dora Mesquita e Siglia AbrahĂŁo.

Adote uma Praça
A presidente do Conjove, Karenna Lima, acompanhada dos diretores Marcela Dalilla, Camila Rodrigues e Rodrigo Guerra, reuniu-se com o secretário adjunto da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), Lucas Guerra, para discutir novos projetos que incentivem a colaboração entre iniciativas públicas e privadas.
O encontro teve como objetivo fortalecer parcerias que impulsionem o desenvolvimento urbano e econômico, promovendo um ambiente empresarial mais engajado na melhoria da cidade. Entre os temas abordados, destacou-se a importância de ações conjuntas que viabilizem investimentos sustentáveis e de impacto positivo para a comunidade.
Para o Conjove, a aproximação entre o setor produtivo e os órgãos públicos é essencial para construir um ambiente de negócios mais seguro, inovador e produtivo. A reunião reforça o compromisso da entidade em atuar ativamente para promover soluções estratégicas que beneficiem tanto o empresariado quanto a sociedade.

Café do Juruá
A coluna registra um momento histĂłrico para o agro acreano! Nesta semana, os produtores do Vale do Juruá receberam equipamentos de Ăşltima geração que prometem revolucionar a cafeicultura regional. O investimento de R$ 2 milhões, articulado pela sempre atuante PerpĂ©tua Almeida hoje Ă frente da ABDI (AgĂŞncia Brasileira de Desenvolvimento Industrial) vai colocar o cafĂ© do Acre em outro patamar. “Isso Ă© transformação real na vida do produtor”, disse PerpĂ©tua, destacando o apoio decisivo do presidente Lula.
Fica a dica: Preparem-se, porque em breve o “CafĂ© do Juruá” pode ser a estrela das melhores cafeterias do paĂs. Quem viver, verá!

Livro FeminicĂdio: uma epidemia social
O MinistĂ©rio PĂşblico do Acre deu um importante passo no debate sobre direitos das mulheres nesta segunda-feira (31), com o lançamento do livro “FeminicĂdio: uma epidemia social”, no Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf). A obra, escrita pelos servidores OtĂlia Amorim e Paulo Nascimento, do ObservatĂłrio de ViolĂŞncia de GĂŞnero (OBSGĂŞnero), mergulha fundo em um tema urgente: a violĂŞncia letal contra mulheres como expressĂŁo máxima da desigualdade de gĂŞnero.
Com quatro capĂtulos, a publicação traça um panorama desde as raĂzes do feminicĂdio atĂ© seus desdobramentos atuais, discutindo legislações, contextos socioculturais e os desafios no enfrentamento dessa “epidemia”. Destaque para a análise sobre o suicĂdio de mulheres em ciclos de violĂŞncia – um tema muitas vezes invisibilizado, mas abordado com sensibilidade pelos autores.

Dona Helena
O ator e produtor cultural César Júnior estreia a nova temporada do monólogo “Dona Helena”, no Teatro de Arena do Sesc, de 9 a 11 de abril, com apresentações às 19h30. “Dona Helena” aborda as angústias de um recém-formado em Artes Cênicas, que se encontra duplamente órfão. O personagem enfrenta a saudade do ambiente escolar, repleto de colegas e educadores, e a dor pela perda de sua avó, sua principal fonte de apoio. Ao iniciar sua carreira, ele lida com o vazio deixado pela ausência de conhecimento e orientação de seus mentores.
Com quinze anos de estrada, entre estudos e trabalhos no Rio de Janeiro, ele é o protagonista e codiretor do espetáculo. A peça é adequada para maiores de 14 anos. Ingressos: R$ 20 inteira e R$ 10 estudantes. Ingressos gratuitos: Estudantes (Artes Cênicas/Teatro) e fazedores de cultura.
O espetáculo tem financiamento da Lei Paulo Gustavo (LPG), por meio do Governo Federal e do Governo do Estado do Acre, via Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM).

Traga-me a Cabeça de Lima Barreto!
Chega ao Acre o aclamado espetáculo “Traga-me a Cabeça de Lima Barreto!”, com o talentoso ator Hilton Cobra, da Cia dos Comuns. A peça, que já percorreu 140 cidades em 19 estados, faz uma Ăşnica apresentação na Usina de Arte JoĂŁo Donato no dia 11 de abril (sexta-feira), Ă s 19h30, com sessĂŁo especial para estudantes Ă s 14h30.
Com texto de Luiz Marfuz e direção de OnisajĂ©, o monĂłlogo celebra os 40 anos de carreira de Cobra, a peça mostra uma imaginária sessĂŁo de autĂłpsia na cabeça do escritor Lima Barreto, conduzida por um Congresso de Eugenistas no Brasil, inĂcio do sĂ©culo XX.
ApĂłs a morte de Lima Barreto, os mĂ©dicos eugenistas determinam a exumação do corpo, a fim de responder Ă seguinte pergunta: “Como um cĂ©rebro, considerado inferior pelos eugenistas da Ă©poca, poderia ter produzido e publicado obras literárias de qualidade, se a arte nobre e da boa escrita deveria ser um privilĂ©gio das raças consideradas superiores?”. A partir desse embate, a peça mostra as várias facetas da personalidade e da genialidade de Lima Barreto, refletindo sobre loucura, racismo e eugenia, a obra nĂŁo reconhecida e os enfrentamentos polĂticos e literários de sua Ă©poca.
Ingressos a R$ 30 (inteira), R$ 15 (meia) e R$ 10 (promocional), Ă venda no Sympla. Apoio: Fundação Elias Mansour. Informações: (68) 99990-5292 – Camila Cabeça. ImperdĂvel! Anota na agenda e corre garantir o ingresso!

3ÂŞ Mostra “Cinema Ă© Ditadura”
A Filmoteca Acreana recebe, em abril e maio, uma programação especial que promete movimentar a cena cultural da capital. O Cineclube Opiniões apresenta a 3ÂŞ Mostra “Cinema Ă© Ditadura”, com quatro produções nacionais que revisitam um dos capĂtulos mais intensos da nossa histĂłria.
Na programação: 12 de abril: “Ainda Estou Aqui”; 19 de abril: “O Mensageiro”; 26 de abril: “O Pastor e o Guerrilheiro” e 3 de maio: “Marighella”. Horário: sempre Ă s 18h. Entrada franca.
Os filmes selecionados trazem diferentes olhares sobre esse perĂodo histĂłrico, oferecendo ao pĂşblico uma rica oportunidade para reflexĂŁo atravĂ©s da linguagem cinematográfica. ImperdĂvel para cinĂ©filos, estudantes e todos que valorizam a cultura como forma de compreensĂŁo da nossa sociedade.
Eventos como este não apenas enriquecem nossa vida cultural, mas também nos convidam a uma importante reflexão sobre memória e identidade nacional.



