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“Por que as lideranças da FPA não defenderam Marcus Alexandre nos escândalos da BR e da Emurb?”

Por Marina, ContilNet Fonte: REDAÇÃO CONTILNET 02/09/2017 às 10:47

Boi na linha

Estranho que o governador Tião Viana e o irmão dele, o senador Jorge Viana, não tenham feito, com a veemência que lhes é peculiar nos momentos de aperto, a defesa do prefeito de Rio Branco, Marcus Alexandre, condenado a ressarcir o erário público por supostas lambanças nas obras da BR-364.

Responsabilidade

Quem acompanha o noticiário ficou sabendo que o prefeito terá de devolver mais R$ 260 mil aos cofres públicos por irregularidades na construção da rodovia, no trecho que compreende o município de Tarauacá e o Rio Liberdade. À época, Marcus Alexandre era quem dirigia o Deracre.

Foto: Jornal A Tribuna

Silêncio mortal

Pois bem. Com o nome posto na disputa pelo governo do Estado, e agora às voltas com uma punição que depõe contra a sua imagem de gestor competente, Alexandre não viu as costumeiras manifestações de desagravo por parte dos irmãos Viana, por vezes endereçadas até mesmo a ditadores de esquerda como Nicolás Maduro e o falecido Fidel Castro.

Parênteses

Para fazermos justiça a Jorge Viana, dele se “ouviu” uma manifestação referente apenas ao escândalo da Emurb, da qual ele tratou de isentar o prefeito da capital. Sobre a multa aplicada pelo Dnit, porém…

Tino

Esta coluna não fará ilações sobre o silêncio estarrecedor do governador do Acre e do irmão dele em torno do assunto acima mencionado. Apenas conclui que as repetitivas manifestações de apoio e solidariedade a tantos companheiros condenados, encarcerados ou ainda investigados por falcatruas que levaram o país à bancarrota acabam por macular a imagem do manifestante.

Revolta

E por maior que seja a boa-fé do cidadão brasileiro – e em particular a do povo acreano, sempre tão pródigo em creditar aos seus semelhantes virtudes por vezes inexistentes –, a verdade é que o PT tem se transformado em sinônimo de escândalos.

Mar de lama

Seja no plano nacional, com as revelações quase diárias sobre as ramificações de uma quadrilha que ocupou o Palácio do Planalto, para dali poder traficar com o dinheiro do contribuinte, ou seja no Acre, onde o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público acaba de mandar de volta à cadeia o petista Jackson Marinheiro, acusado de desviar recursos da Emurb – o certo é que o PT fez transbordar a lama na qual sempre tentou afundar os adversários.

Acintoso

Não bastassem todos os malefícios feitos ao país e os prejuízos causados ao Estado, decorrentes do procedimento inidôneo de membros do PT, o líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Daniel Zen, nos afronta com o discurso de que a repercussão dos fatos relativos à Emurb não terão reflexo nas eleições 2018, no que concerne à provável candidatura de Marcus Alexandre ao governo.

Zen noção

Fiados na impunidade, e certamente seguros da cegueira de que é acometida parcela significativa do eleitorado, os companheiros se julgam blindados contra os reveses das urnas. É o que se pode inferir das palavras do senhor Daniel Zen.

Deboche

O mesmo se pode dizer da atitude do governador Tião Viana, que numa afronta sem precedentes ao bom senso do povo acreano, fez do seu secretário de Segurança Pública, Emylson Farias, um dos quatro postulantes à própria sucessão – justo no momento em que a violência atinge índices alarmantes e o crime organizado se sobrepõe à força do Estado.

Perguntar não ofende

Nada contra o Sr. Emylson, sujeito de reputação ilibada e inquestionável dedicação às suas funções, mas se ele não consegue sequer dar respostas à onda de crimes que dominou o Estado, o que poderia fazer como governador dos acreanos?

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