A janela partidária, perĂodo em que os polĂticos que detĂ©m mandatos eletivos obtidos em pleitos proporcionais – como vereadores, por exemplo – podem mudar de partido sem perder o cargo, se encerrou no Ăşltimo sábado dia 05. Nos Ăşltimos minutos do 2Âş tempo antes da janela fechar, viu vereadores correrem para nĂŁo perder o prazo e conseguir se desfiliar nos partidos que foram eleitos nas eleições de 2020. O que se viu foram parlamentares mudando de lado, saindo de partidos da base e migrando para a oposição e vereadores pulando do barco para conseguir uma legenda forte para se reeleger. A previsĂŁo Ă© de que candidatos com no mĂnimo 4 mil votos tenham chance de conseguir uma cadeira na Câmara de Rio Branco, que agora terá 21 cadeiras. Quem tirar menos que isso, nem deve entrar no jogo.

Veja as principais mudanças:
A principal mudança Ă© a da vereadora Elzinha Mendonça, lĂder da Oposição ao prefeito TiĂŁo Bocalom no parlamento. Ela deixou o PSB e se filiou ao Progressistas, a convite da deputada federal Socorro Neri, que preside o partido em Rio Branco.
Por outro lado
O Progressistas anunciou que terá uma lista de 22 candidatos a vereador na capital. Desses, dois têm mandato e decidiram continuar no partido: Samir Bestene e N. Lima. Ambos fazem parte da base do prefeito Tião Bocalom e vão precisar decidir se irão continuar apoiando a reeleição do prefeito ou apoiar a candidatura de Alysson Bestene, nome escolhido pelo Progressistas.
Filhos de Bocalom
O PL, partido em que o prefeito Tião Bocalom acabou de se filiar, ganhou 3 vereadores, que mudaram de partido e são as apostas para fortalecer a base da Prefeitura. Dois deles, até então, eram de partidos de oposição ao prefeito e agora, se reeleitos, irão compor o bloco da base. São eles:
– Manoel Moraes, que deixou o PSB, partido de Oposição ao prefeito, vai para o PL;
– Joaquim FlorĂŞncio e James do Lacen, que ambos deixaram o PDT, outro partido de Oposição a Bocalom para entrar no PL;
– E o Raimundo NenĂ©m, presidente da Câmara Municipal, vai para o PL.
LĂder
O lĂder do prefeito, JoĂŁo Marcos Luz deixou o MDB apĂłs a filiação de Marcus Alexandre e Ă© mais um vereador no PL. Ao todo, o partido terá 4 parlamentares.
UniĂŁo Brasil
Um dos partidos que mais ganhou vereadores com a janela partidária foi o União Brasil, sigla que acabou de declarar apoio à reeleição de Tião Bocalom. Ao todo, 04 parlamentares migraram para a sigla presidida por Alan Rick e Fábio Rueda. A maior surpresa foi a vereadora Lene Petecão, que preferiu deixar o PSD, partido do irmão dela, o senador Sérgio Petecão.
Assim o UniĂŁo Brasil ganha 4 novos vereadores. SĂŁo eles:
– Lene PetecĂŁo, que deixou o PSD, vai para o UniĂŁo Brasil;
– Ismael Machado, que deixou o PSDB, vai para o UniĂŁo Brasil;
– Raimundo Castro, que tambĂ©m deixou o PSDB, vai para o UniĂŁo Brasil;
– RutĂŞnio Sá, que deixou o Progressistas, vai para o UniĂŁo Brasil.
O partido já tinha Francisco Piaba, que segue no partido.
Debandada no ninho tucano
Com a saĂda de Castro e Ismael, o PSDB, em Rio Branco, se junta a outras 9 capitais brasileiras em que o partido nĂŁo tem mais nenhuma representação.
Podemos!
Embora ganhando 4 novos vereadores, o UniĂŁo Brasil, ao mesmo tempo, perdeu outro: Hildegard Pascoal, que deixou o partido e se filiou ao Podemos. A sigla agora tem dois vereadores. O segundo Ă© Arnaldo Barros, que decidiu permanecer no partido.
Lobo solitário?
Um dos poucos que continua no mesmo partido é o vereador Célio Gadelha, que segue no MDB de Flaviano Melo e vai fazer campanha para Marcus Alexandre.
Oposição
Por enquanto Gadelha não será o único da terra de Ulysses Guimarães no parlamento-mirim. O vereador de Oposição, Fábio Araújo, deixou o PDT e se filiou ao MDB a convite do ex-prefeito Marcus Alexandre.



