Mapatatio
As pessoas têm de ter cuidado com o sotaque e com aquilo que é dito. Na sessão solene da Aleac desta sexta-feira (16), quem estava em casa, assim como eu, não entendeu quando o promotor Rogério Voltolini falou no “mapatatio”.
Nova espécie
A forma como foi dita a palavra, findou em algo ininteligível. Afinal, o que é um mapatatio? Alguma nova espécie de macaco ou de fruta? Ainda bem que logo a seguir ele falou pausadamente e deu para entender: mapa tátil. Um mapa para os deficientes visuais se localizarem.
Oficina
Por falar em deficientes, somente dois deputados estavam presentes na sessão solene. O presidente ao menos justificou. Mas onde estavam os outros, que aprovaram a sessão? E não são precisos ao menos três deputados para abrir os trabalhos?
Virando
Tião Viana está em Tarauacá neste fim de semana para tentar fechar o buraco do Titanic. Levou ainda uma penca de ‘aspones’ (assessor de porcaria nenhuma). A questão é: “Tião ajuda a levantar ou afundar a candidatura?”
Perdido
Mas os integrantes da Frente Popular mais lúcidos já chegaram a uma conclusão: “O mundo é bão, Sebastião”, mas Tarauacá é um barco perdido no meio do mar. Não tem solução à vista.
Apostas
As apostas de desenvolver o Estado por parte dos governos petistas têm quase todas esbarrado em problemas de planejamento, gestão ou mercado. Uma das mais antigas foi a produção de pupunha, que apesar da histeria inicial, não deu certo.
Erradas
Outra foi o plantio de pimenta longa. O governo saiu correndo e orientando os produtores rurais a plantarem. Assim como a pupunha, esqueceu de ouvir os técnicos. A produção só funciona mecanizada e a extração do óleo precisa ser monitorada pela Polícia Federal. Ou seja, também não funcionou.
Madeira
Em plena “florestania” foi a fábrica de tacos, em Xapuri. De nada adiantou os técnicos berrarem não haver mais madeira de qualidade e em quantidade naquela região, a empresa também quebrou e está abandonada.
Camisinha
Outra foi a fábrica de camisinhas. Os profissionais avisaram que o látex local é muito bom para borracha bruta, mas não para a indústria. Teimaram, importaram látex da Bahia e São Paulo para manter funcionando, agora vão vender.
Peixe
Agora quem patina é a “Peixes da Amazônia”. Irrigada com recursos públicos e financiamentos subsidiados, já aponta para o fracasso. Tão logo os produtores começaram a entregar os peixes, descobriram que a “parte do leão” ficava na empresa, mas o pequeno mercado de Rio Branco pagava melhor. E a empresa agora compra peixe em Rondônia, estando mal das pernas.
Frango e porco
As apostas em frango e porco são as que estão mais próximas de vingarem, mas ainda necessitam de muito apoio do setor público, sem as quais não vingarão. Talvez a ideia do produtor integrado seja a solução, mas é preciso ainda mais um tempo.
Quinari
Apesar de espernear e chamar todo mundo com um mínimo de “nome” na política acreana para apoiá-lo, Ney do Miltão ainda patina. A questão é que a população do Quinari é historicamente contra o PT. Esse é o grande problema da candidatura dele.
Apague a luz
Hoje a questão no Acre é: “o último a ser preso não esqueça de apagar a luz da sala”. É tanto rolo e tanto preso que pode faltar até mesmo faltar alguém para apagar a luz do cenário político. Mas todo corrupto merece ser preso e mofar na cadeia.
Ressuscitado
O deputado Rocha estava brigado com todo mundo na oposição. Até mesmo a eleição dele estava complicada, por falta de coligações viáveis. Mas aí vem um grupo de ‘aloprados’ e alavancam o nome do homem. Se têm alguns que pensam dentro do PT, às vezes estes ficam de lado e os ‘aloprados’ fazem o “número 2” no ventilador.
E agora?
Com a provável federalização do caso do Comando Vermelho em Rio Branco, por conta da vinculação das investigações a um deputado federal, agora a coisa pode pegar para valer. É muito, mas muito pouco provável, que algo chegue na ‘pedra’, mas rolo é rolo. Quando começa a desenrolar, ninguém sabe onde vai acabar.
