Toda tragédia revela o melhor e o pior das pessoas.
Foi assim após o desabamento da ponte que liga os dois distritos de Sena Madureira. Enquanto famílias viviam momentos de aflição, enquanto feridos recebiam atendimento e enquanto uma cidade inteira tentava compreender a dimensão do ocorrido, muita gente se mobilizou para ajudar. Mas, infelizmente, também surgiram aqueles que enxergaram na dor coletiva uma oportunidade para fazer política.
É impressionante como algumas pessoas conseguem transformar qualquer sofrimento em palanque.

Antes mesmo de laudos técnicos, antes mesmo de uma investigação completa sobre as causas do desabamento, já apareceram especialistas de ocasião, juízes das redes sociais e políticos dispostos a explorar a tragédia para ganhar alguns minutos de visibilidade.
Pouco importavam os feridos.
Pouco importava o drama das famílias.
Pouco importava o impacto que a interrupção da ponte causaria à vida de milhares de moradores.
O importante parecia ser encontrar um culpado o mais rápido possível para alimentar discursos e alimentar a própria vaidade.
Mas quem vive a realidade sabe que as coisas não funcionam assim.

Quem conhece Sena Madureira sabe o quanto aquela ponte era importante para a cidade. Sabe o quanto sua interrupção afeta trabalhadores, estudantes, comerciantes e famílias inteiras. E sabe também que, neste momento, existem pessoas carregando um peso muito maior do que aqueles que fazem discursos confortavelmente atrás de uma tela.
Uma dessas pessoas é Sula Ximendes.
Quem a conhece sabe que ela não é mulher de fugir de problemas. Muito menos de se esconder diante das dificuldades. Seu sofrimento é visível porque sua ligação com Sena Madureira é verdadeira. A dor que hoje atinge a população também a atinge.
Por trás das cobranças públicas existe uma mulher que viu uma obra importante ruir, que se preocupa com as pessoas afetadas e que agora carrega a responsabilidade de participar da busca por soluções.
Não é uma tarefa simples.
Não existe solução mágica.
Não existe reconstrução instantânea.
O que existe é muito trabalho pela frente.
E é justamente nesse momento que a diferença entre os oportunistas e os verdadeiros líderes se torna evidente.
Os oportunistas procuram câmeras.
Os líderes procuram soluções.
Os oportunistas espalham revolta.
Os líderes organizam a reconstrução.
Os oportunistas apostam no caos.
Os líderes trabalham para devolver a esperança.
A população de Sena Madureira tem maturidade suficiente para perceber essa diferença.
A cidade precisa, sim, de respostas. Precisa de investigações sérias. Precisa de transparência e de esclarecimentos. Tudo isso é legítimo e necessário.
Mas também precisa de equilíbrio, responsabilidade e humanidade.
Transformar uma tragédia em espetáculo nunca ajudou a reconstruir uma única ponte.
O que reconstrói pontes é trabalho.
O que reconstrói cidades é união.
O que reconstrói a confiança das pessoas é a coragem de enfrentar os problemas sem fugir deles.
E quem conhece a trajetória de Sula Ximendes sabe que, por mais difícil que seja o caminho, ela possui a determinação necessária para enfrentar esse desafio.
A hora não é de comemorar o sofrimento alheio.
A hora não é de fazer da dor dos outros uma oportunidade política.
A hora é de cuidar das pessoas, apurar os fatos e trabalhar para que uma nova ponte surja o mais rápido possível.
Porque as tragédias passam.
Os oportunistas também.
Mas o trabalho sério e o compromisso com a população permanecem.
