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Enquanto Sena Madureira chora, alguns fazem política com a dor

Por Wania Pinheiro, ContilNet 07/06/2026 às 14:53

Ponte de Sena Madureira fica destruída após desabamento/Foto: ContilNet

Toda tragédia revela o melhor e o pior das pessoas.

Foi assim após o desabamento da ponte que liga os dois distritos de Sena Madureira. Enquanto famílias viviam momentos de aflição, enquanto feridos recebiam atendimento e enquanto uma cidade inteira tentava compreender a dimensão do ocorrido, muita gente se mobilizou para ajudar. Mas, infelizmente, também surgiram aqueles que enxergaram na dor coletiva uma oportunidade para fazer política.

É impressionante como algumas pessoas conseguem transformar qualquer sofrimento em palanque.

Enquanto Sena Madureira chora, alguns fazem política com a dor

Antes mesmo de laudos técnicos, antes mesmo de uma investigação completa sobre as causas do desabamento, já apareceram especialistas de ocasião, juízes das redes sociais e políticos dispostos a explorar a tragédia para ganhar alguns minutos de visibilidade.

Pouco importavam os feridos.

Pouco importava o drama das famílias.

Pouco importava o impacto que a interrupção da ponte causaria à vida de milhares de moradores.

O importante parecia ser encontrar um culpado o mais rápido possível para alimentar discursos e alimentar a própria vaidade.

Mas quem vive a realidade sabe que as coisas não funcionam assim.

Enquanto Sena Madureira chora, alguns fazem política com a dor

Quem conhece Sena Madureira sabe o quanto aquela ponte era importante para a cidade. Sabe o quanto sua interrupção afeta trabalhadores, estudantes, comerciantes e famílias inteiras. E sabe também que, neste momento, existem pessoas carregando um peso muito maior do que aqueles que fazem discursos confortavelmente atrás de uma tela.

Uma dessas pessoas é Sula Ximendes.

Quem a conhece sabe que ela não é mulher de fugir de problemas. Muito menos de se esconder diante das dificuldades. Seu sofrimento é visível porque sua ligação com Sena Madureira é verdadeira. A dor que hoje atinge a população também a atinge.

Por trás das cobranças públicas existe uma mulher que viu uma obra importante ruir, que se preocupa com as pessoas afetadas e que agora carrega a responsabilidade de participar da busca por soluções.

Não é uma tarefa simples.

Não existe solução mágica.

Não existe reconstrução instantânea.

O que existe é muito trabalho pela frente.

E é justamente nesse momento que a diferença entre os oportunistas e os verdadeiros líderes se torna evidente.

Os oportunistas procuram câmeras.

Os líderes procuram soluções.

Os oportunistas espalham revolta.

Os líderes organizam a reconstrução.

Os oportunistas apostam no caos.

Os líderes trabalham para devolver a esperança.

A população de Sena Madureira tem maturidade suficiente para perceber essa diferença.

A cidade precisa, sim, de respostas. Precisa de investigações sérias. Precisa de transparência e de esclarecimentos. Tudo isso é legítimo e necessário.

Mas também precisa de equilíbrio, responsabilidade e humanidade.

Transformar uma tragédia em espetáculo nunca ajudou a reconstruir uma única ponte.

O que reconstrói pontes é trabalho.

O que reconstrói cidades é união.

O que reconstrói a confiança das pessoas é a coragem de enfrentar os problemas sem fugir deles.

E quem conhece a trajetória de Sula Ximendes sabe que, por mais difícil que seja o caminho, ela possui a determinação necessária para enfrentar esse desafio.

A hora não é de comemorar o sofrimento alheio.

A hora não é de fazer da dor dos outros uma oportunidade política.

A hora é de cuidar das pessoas, apurar os fatos e trabalhar para que uma nova ponte surja o mais rápido possível.

Porque as tragédias passam.

Os oportunistas também.

Mas o trabalho sério e o compromisso com a população permanecem.

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