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Sula voltou ao Deracre; agora é hora de destravar os recursos

Por Wania Pinheiro, ContilNet 01/06/2026 às 14:05

Sula Ximenes voltou à presidência do Deracre/Foto: Reprodução

Sula Ximenes foi uma das figuras que mais ajudaram a iluminar o governo de Gladson Cameli. Com um estilo de gestão marcado pela presença constante nos canteiros de obras, pela cobrança de resultados e pela capacidade de transformar projetos antigos em realidade, ela se consolidou como uma das gestoras mais eficientes da administração estadual.

Poucos órgãos têm um impacto tão direto na vida da população quanto o Deracre. E poucas pessoas conseguiram deixar uma marca tão forte à frente da instituição quanto Sula. Obras que durante décadas permaneceram apenas no discurso começaram a sair do papel e a mudar a rotina de milhares de acreanos, especialmente daqueles que vivem nos municípios do interior.

Sula é a primeira mulher a presidir órgão/Foto: Reprodução

Um dos maiores exemplos dessa transformação é a Ponte Padre Paolino Baldassari, sobre o Rio Iaco, em Sena Madureira. Para quem vive distante da realidade local, talvez seja apenas mais uma obra de infraestrutura. Mas para os moradores do município, principalmente a população do segundo distrito, representa o fim de uma espera de mais de um século. Durante gerações, a travessia entre o primeiro e o segundo distrito, ali no centro da cidade, foi feita em pequenas embarcações, sujeita às condições do rio, às chuvas e aos riscos diários enfrentados pela população. Hoje, a ponte garante mobilidade, segurança, desenvolvimento econômico e dignidade.

Mas a marca de Sula não se resume a Sena Madureira. A Ponte da Sibéria, a Estrada da Variante e dezenas de outras intervenções espalhadas pelo Acre, como os aeródromos, ajudaram a fortalecer a imagem de um governo que finalmente começou e enfrentar gargalos históricos da infraestrutura estadual.

O reconhecimento pelo trabalho foi tão grande que diversos partidos a convidaram para disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa. Ela chegou a aceitar o desafio político, mas acabou retornando ao Deracre a pedido da governadora Mailza Assis e de integrantes do governo, que entenderam que sua permanência no órgão seria mais importante para a continuidade dos projetos em andamento.

o governo já possui uma de suas principais armas: a capacidade de trabalho de Sula Ximenes. Foto: Reprodução

A decisão foi acertada. O problema é que boa vontade e competência, sozinhas, não constroem pontes, pavimentam estradas nem recuperam ramais.

A partir da próxima semana, o Deracre iniciará uma das maiores operações de recuperação de ramais já realizadas no estado. Trata-se de um trabalho gigantesco, que exigirá máquinas, combustível, equipes, manutenção e recursos financeiros em grande escala. E é justamente aí que surge o principal desafio.

Para continuar entregando resultados, Sula precisará de muito mais do que disposição para o trabalho. Será necessário que o governo garanta o suporte financeiro necessário, destrave projetos financiados por emendas parlamentares milionárias e agilize processos burocráticos que ainda impedem a liberação de recursos importantes.

Existem investimentos destinados pelo senador Marcio Bittar e por outros parlamentares que aguardam apenas contrapartidas ou liberações administrativas para sair do papel. Em um momento em que o Acre precisa acelerar seu desenvolvimento, cada dia de atraso representa prejuízo para a população.

A governadora Mailza Assis tem em sua equipe uma gestora de grande quilate, uma profissional que já demonstrou capacidade de transformar recursos em obras concretas. Mas, para que os resultados continuem aparecendo, será fundamental reunir os setores responsáveis pela liberação dos recursos e criar as condições necessárias para que a máquina pública funcione com mais agilidade.

O calendário eleitoral se aproxima rapidamente. Mais importante do que discursos e promessas será a capacidade de apresentar resultados visíveis à população. E, nesse aspecto, o governo já possui uma de suas principais armas: a capacidade de trabalho de Sula Ximenes.

Agora, resta garantir que ela tenha combustível financeiro e apoio administrativo para continuar fazendo aquilo que sabe fazer como poucos: transformar sonhos antigos dos acreanos em obras reais.

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