O estado do Acre deve implantar nos próximos meses o Sistema Alerta Brasil, plataforma de inteligência e videomonitoramento desenvolvida pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). Os detalhes técnicos e operacionais para a chegada da ferramenta foram debatidos nesta sexta-feira (15), em Rio Branco, durante reunião entre a gestão da Superintendência Regional e a gerência nacional do sistema.
O inspetor Thiago Andrade, gerente nacional do Alerta Brasil e integrante da Diretoria de Inteligência da PRF, deslocou-se de Brasília à capital acreana para detalhar as atualizações e os mecanismos de funcionamento do dispositivo. O projeto visa modernizar a fiscalização nas rodovias federais que cortam o estado, associando o aparato tecnológico ao policiamento de campo para coibir infrações e práticas criminosas.
A estrutura do Alerta Brasil baseia-se na cooperação interinstitucional. Um dos eixos prioritários definidos no encontro prevê o compartilhamento de informações em tempo real entre a corporação federal e órgãos da administração estadual, como o Departamento Estadual de Trânsito do Acre (Detran-AC) e a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz).
A consolidação da ferramenta no Acre foi planejada a partir de três eixos fundamentais de execução:
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Aprimoramento Tecnológico: Utilização de recursos voltados à análise de dados estruturados e ao cercamento eletrônico, mecanismo que viabiliza a identificação automatizada de veículos com pendências administrativas, registros de furto ou associados a mandados de prisão expedidos pela Justiça.
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Integração Regional: Celebração de termos de cooperação para unificar as bases de dados e coordenar ações conjuntas de fiscalização entre as forças federais e estaduais.
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Gestão Operacional: Padronização dos protocolos internos para que os agentes locais gerenciem o fluxo de alertas e apliquem a tecnologia na rotina das delegacias e postos de controle rodoviário.
Com o funcionamento da plataforma de videomonitoramento, a Polícia Rodoviária Federal projeta conferir maior celeridade às abordagens em pontos de checagem, reduzindo o tempo de parada de motoristas regulares e concentrando esforços em alvos suspeitos.
A expectativa da Superintendência da PRF é que o cercamento eletrônico amplie as taxas de apreensão e o controle do fluxo viário, sobretudo no enfrentamento a crimes recorrentes na malha rodoviária regional, como o tráfico de entorpecentes, o roubo de cargas e o transporte clandestino de mercadorias e passageiros.

