23/09/2026

Adulto saudável solta em média de 32 puns por dia, revela estudo

Pesquisa da Universidade de Maryland dobra estimativa médica anterior

Por Redação ContilNet
Monitoramento anterior da medicina calculava cerca de 14 episódios diários/ Foto: Reprodução

O trato gastrointestinal humano produz e expele uma quantidade de gases significativamente maior do que a comunidade médica estimava. Um estudo clínico conduzido por pesquisadores da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, revelou que um adulto considerado saudável elimina, em média, 32 flatulências diariamente. O dado surpreendeu especialistas da área de gastroenterologia, uma vez que os consensos diagnósticos anteriores balizavam a normalidade em cerca de 14 episódios ao dia.

De acordo com o relatório dos cientistas, o volume identificado desconstrói tabus culturais e indica que o metabolismo fermentativo do corpo humano atua de forma muito mais intensa. Longe de representar uma disfunção ou anomalia gástrica, o índice de 32 emissões diárias passa a ser considerado o novo referencial padrão para indivíduos sem restrições alimentares.

O principal obstáculo histórico para a precisão de pesquisas sobre flatulências sempre foi o viés de aferição, provocado pelo constrangimento, pela vergonha ou pelo simples esquecimento dos pacientes em relatar cada ocorrência. Para contornar o problema metodológico, a equipe de engenharia biomédica da instituição norte-americana desenvolveu uma tecnologia vestível de monitoramento contínuo: uma peça de roupa íntima inteligente.

A cueca tecnológica foi equipada com microssensores eletroquímicos de alta sensibilidade, capazes de rastrear, registrar e analisar as emissões gasosas em tempo real, sem depender da memória dos voluntários. O dispositivo foi calibrado especificamente para detectar moléculas de hidrogênio.

O hidrogênio é um subproduto gasoso gerado de forma exclusiva pelos microrganismos que habitam o intestino grosso. Ele surge durante o processo biológico natural de quebra e fermentação dos carboidratos e fibras alimentares que o estômago humano não consegue digerir de forma isolada.

O projeto de mapeamento e catalogação, batizado formalmente pelos cientistas como “Atlas do Pum Humano”, busca desmistificar a flatulência e tratá-la como um indicador clínico de relevância. Os coordenadores do estudo reforçam que a liberação frequente de gases é um indicativo de que o organismo apresenta um trânsito intestinal regular e eficiente.

A atividade gasosa funciona como um termômetro direto da qualidade e do equilíbrio da microbiota intestinal. A presença constante de emissões sinaliza que as chamadas “bactérias benéficas” do cólon estão processando os nutrientes de forma adequada, fortalecendo o sistema imunológico e a absorção de vitaminas.

A partir do sucesso do monitoramento pelas roupas íntimas sensorizadas, os pesquisadores planejam expandir o Atlas para aplicações clínicas práticas. A expectativa é que a tecnologia passe a ser utilizada em hospitais para diagnosticar com maior exatidão quadros de intolerância alimentar (como à lactose e ao glúten), rastrear a síndrome do intestino irritável e monitorar, de forma não invasiva, o bem-estar gástrico de pacientes em pós-operatório.

 

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