Adulto saudável solta em média de 32 puns por dia, revela estudo

Pesquisa da Universidade de Maryland dobra estimativa médica anterior

Por Redação ContilNet 23/06/2026 às 12:50
Monitoramento anterior da medicina calculava cerca de 14 episódios diários/ Foto: Reprodução

O trato gastrointestinal humano produz e expele uma quantidade de gases significativamente maior do que a comunidade médica estimava. Um estudo clínico conduzido por pesquisadores da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, revelou que um adulto considerado saudável elimina, em média, 32 flatulências diariamente. O dado surpreendeu especialistas da área de gastroenterologia, uma vez que os consensos diagnósticos anteriores balizavam a normalidade em cerca de 14 episódios ao dia.

De acordo com o relatório dos cientistas, o volume identificado desconstrói tabus culturais e indica que o metabolismo fermentativo do corpo humano atua de forma muito mais intensa. Longe de representar uma disfunção ou anomalia gástrica, o índice de 32 emissões diárias passa a ser considerado o novo referencial padrão para indivíduos sem restrições alimentares.

O principal obstáculo histórico para a precisão de pesquisas sobre flatulências sempre foi o viés de aferição, provocado pelo constrangimento, pela vergonha ou pelo simples esquecimento dos pacientes em relatar cada ocorrência. Para contornar o problema metodológico, a equipe de engenharia biomédica da instituição norte-americana desenvolveu uma tecnologia vestível de monitoramento contínuo: uma peça de roupa íntima inteligente.

A cueca tecnológica foi equipada com microssensores eletroquímicos de alta sensibilidade, capazes de rastrear, registrar e analisar as emissões gasosas em tempo real, sem depender da memória dos voluntários. O dispositivo foi calibrado especificamente para detectar moléculas de hidrogênio.

O hidrogênio é um subproduto gasoso gerado de forma exclusiva pelos microrganismos que habitam o intestino grosso. Ele surge durante o processo biológico natural de quebra e fermentação dos carboidratos e fibras alimentares que o estômago humano não consegue digerir de forma isolada.

O projeto de mapeamento e catalogação, batizado formalmente pelos cientistas como “Atlas do Pum Humano”, busca desmistificar a flatulência e tratá-la como um indicador clínico de relevância. Os coordenadores do estudo reforçam que a liberação frequente de gases é um indicativo de que o organismo apresenta um trânsito intestinal regular e eficiente.

A atividade gasosa funciona como um termômetro direto da qualidade e do equilíbrio da microbiota intestinal. A presença constante de emissões sinaliza que as chamadas “bactérias benéficas” do cólon estão processando os nutrientes de forma adequada, fortalecendo o sistema imunológico e a absorção de vitaminas.

A partir do sucesso do monitoramento pelas roupas íntimas sensorizadas, os pesquisadores planejam expandir o Atlas para aplicações clínicas práticas. A expectativa é que a tecnologia passe a ser utilizada em hospitais para diagnosticar com maior exatidão quadros de intolerância alimentar (como à lactose e ao glúten), rastrear a síndrome do intestino irritável e monitorar, de forma não invasiva, o bem-estar gástrico de pacientes em pós-operatório.

 

Bloqueador de anuncios detectado

Por favor, considere apoiar nosso trabalho desativando a extensão de AdBlock em seu navegador ao acessar nosso site. Isso nos ajuda a continuar oferecendo conteúdo de qualidade gratuitamente.