O cenário das artes visuais no Brasil perdeu um de seus nomes mais expressivos. O artista plástico Marcus André faleceu aos 65 anos de idade. A confirmação de sua morte foi divulgada nesta terça-feira (2) pela galeria Andrea Rehder Arte Contemporânea, exatamente uma semana após o pintor participar da abertura de sua mais recente exposição na capital paulista.
Até o momento, a causa exata do falecimento do artista fluminense não foi detalhada publicamente por familiares ou representantes. Em comunicado oficial emitido à imprensa e publicado nas plataformas digitais, o escritório de arte informou apenas que a perda ocorreu em decorrência de uma “razão e fator súbito”.
O falecimento coincide com o período de exibição da mostra conceitual Eco: Uma Diacronia Litúrgica, atualmente em cartaz na cidade de São Paulo. A exposição reúne um conjunto de pinturas inéditas e históricas assinadas por Marcus André, dispostas em diálogo com as criações desenvolvidas pela dupla de artistas contemporâneos Parvaze & Mayer.
Liderança técnica e legado geracional
Ao manifestar pesar pela morte do pintor, a direção da galeria Andrea Rehder exaltou o rigor estético, o perfil intelectual e a dedicação integral que o artista mantinha em relação ao estudo das cores e texturas.
“Marcus é, sem dúvida, um expoente na pintura brasileira: um artista de garra e, acima de tudo, de talento exímio. Um pesquisador tenaz e uma mente excepcionalmente sóbria, comprometida com as mais profundas questões que tocavam o cerne do fazer pintura neste século”, destacou o texto da nota institucional.
Trajetória nas bienais e museus do país
A formação artística de Marcus André teve como base os anos de efervescência cultural do Rio de Janeiro no final da década de 1970. Ele frequentou e estudou os cursos livres da Escola de Artes Visuais (EAV) do Parque Lage entre os anos de 1978 e 1979, polo que serviu de berço para novos conceitos estéticos nacionais.
O reconhecimento definitivo de seu trabalho na cena artística brasileira consolidou-se em 1984:
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Geração 80: Marcus André integrou o seleto grupo de criadores que participaram da histórica exposição coletiva Como Vai Você, Geração 80?, mostra realizada no Parque Lage que revolucionou o mercado e marcou a retomada da pintura expressiva no Brasil;
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Acervos Nacionais: Ao longo de mais de quatro décadas de carreira contínua, o pintor teve suas produções adquiridas e expostas em mostras de prestígio em grandes instituições, com destaque para as coleções permanentes do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP) e do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-RJ);
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Projeção Internacional: No circuito externo, o artista plástico representou formalmente o Brasil em mostras institucionais no BACI (Brazilian-American Cultural Institute), em Washington (EUA), além de integrar comitivas oficiais em bienais de arte contemporânea sediadas no México, em Cuba, no Equador e no Japão.
