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Cotidiano

Morre aos 65 anos Marcus André, pintor que integrou a Geração 80

Por Fhagner Soares, ContilNet 03/06/2026 às 13:40

Pintor fluminense com obras nos principais museus do país falece de forma súbita/ Foto: Reprodução

O cenário das artes visuais no Brasil perdeu um de seus nomes mais expressivos. O artista plástico Marcus André faleceu aos 65 anos de idade. A confirmação de sua morte foi divulgada nesta terça-feira (2) pela galeria Andrea Rehder Arte Contemporânea, exatamente uma semana após o pintor participar da abertura de sua mais recente exposição na capital paulista.

Até o momento, a causa exata do falecimento do artista fluminense não foi detalhada publicamente por familiares ou representantes. Em comunicado oficial emitido à imprensa e publicado nas plataformas digitais, o escritório de arte informou apenas que a perda ocorreu em decorrência de uma “razão e fator súbito”.

O falecimento coincide com o período de exibição da mostra conceitual Eco: Uma Diacronia Litúrgica, atualmente em cartaz na cidade de São Paulo. A exposição reúne um conjunto de pinturas inéditas e históricas assinadas por Marcus André, dispostas em diálogo com as criações desenvolvidas pela dupla de artistas contemporâneos Parvaze & Mayer.

Liderança técnica e legado geracional

Ao manifestar pesar pela morte do pintor, a direção da galeria Andrea Rehder exaltou o rigor estético, o perfil intelectual e a dedicação integral que o artista mantinha em relação ao estudo das cores e texturas.

“Marcus é, sem dúvida, um expoente na pintura brasileira: um artista de garra e, acima de tudo, de talento exímio. Um pesquisador tenaz e uma mente excepcionalmente sóbria, comprometida com as mais profundas questões que tocavam o cerne do fazer pintura neste século”, destacou o texto da nota institucional.

Trajetória nas bienais e museus do país

A formação artística de Marcus André teve como base os anos de efervescência cultural do Rio de Janeiro no final da década de 1970. Ele frequentou e estudou os cursos livres da Escola de Artes Visuais (EAV) do Parque Lage entre os anos de 1978 e 1979, polo que serviu de berço para novos conceitos estéticos nacionais.

O reconhecimento definitivo de seu trabalho na cena artística brasileira consolidou-se em 1984:

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