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Avião que caiu e deixou bióloga morta teve perda de controle, diz Cenipa

Por Redação ContilNet Fonte: Julia Farias 09/07/2026 às 20:25
Avião que caiu e deixou bióloga morta teve perda de controle, diz Cenipa

Um relatório preliminar do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) apontou que a queda do avião nas proximidades do Aeródromo Santa Maria, em Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, na última sexta-feira (3), foi provocada por uma “perda de controle em voo”.

O acidente aéreo deixou duas pessoas mortas: a pesquisadora alemã Lydia Theresia Möcklinghoff e o piloto da aeronave, Henrique Martin de Carvalho.

O relatório aponta que a aeronave decolou do Aeródromo Estância Santa Maria, também em Campo Grande (MS), com destino ao Aeródromo Fazenda Barranco Alto, na cidade de Aquidauana (MS).

Segundo o Cenipa, o voo realizava o transporte de um tripulante e um passageiro quando, durante a subida inicial, a aeronave perdeu o controle e caiu.

A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) aponta que o avião de pequeno porte, de modelo EMB-810D, tinha autorização para realizar táxi aéreo e tinha capacidade para até seis passageiros.

Relembre o acidente

Segundo a Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul), as equipes foram acionadas para atender a ocorrência no local, área considerada de difícil acesso no dia do acidente.

A Polícia Civil esteve no local e, segundo a Sejusp, por conta da complexidade da ocorrência, a investigação é conduzida pelo Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado).

Na ocasião, a perícia também foi acionada para a área do acidente e os laudos técnicos devem ajudar nas apurações do caso, que também é investigado pelo Cenipa.

Biológa está entre vítimas

A bióloga alemã Lydia Möcklinghoff morreu, aos 45 anos, por conta da queda da aeronave. Além de bióloga, Lydia era jornalista científica. Atualmente, era estudante de PhD no Museu de Pesquisa Alexander Koenig, na Alemanha.

Lydia se descrevia como “zoóloga apaixonada por tamanduás, pela vida selvagem e pela ciência”.

A alemã tinha o podcast “tierisch!”, na tradução livre, “animal!” – no qual ela falava sobre o mundo selvagem “com entusiasmo contagiante e enorme profundidade científica”.

Ela também atuava como guia na natureza, escrevia livros e dava palestras. Lydia escreveu as obras “Ich glaub mein Puma pfeift” (Acho que minha puma está assobiando) e “Die Supernasen” (Os Super Narizes).

Sua especialidade são tamanduás. A bióloga já passou meses pesquisando tamanduás-bandeira e outros mamíferos no Pantanal.

 

Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por Julia Farias

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