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Bahia no mercado: o que esperar da janela de transferências de 2026

Por Redação ContilNet Fonte: Ascom 06/07/2026 às 15:13
Bahia no mercado: o que esperar da janela de transferências de 2026

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Mercado da bola do Bahia: o que esperar do Tricolor na janela do meio do ano de 2026

O Esporte Clube Bahia chega a um momento decisivo da temporada 2026, e não apenas dentro de campo. Com a pausa do calendário nacional provocada pela Copa do Mundo, que deixou as competições brasileiras paralisadas por cerca de cinquenta dias, o Tricolor de Aço ganhou o tempo que precisava para repensar seu elenco. A janela de transferências do meio do ano, que abre em 20 de julho e se estende até 11 de setembro, surge como uma oportunidade de ouro para corrigir as falhas de um primeiro semestre conturbado. Nesse período de mercado aquecido, também cresce o interesse dos torcedores por análises, projeções e até por casas de apostas com saque no mesmo dia e sem taxas, especialmente quando cada reforço pode mudar as expectativas para o restante da temporada. A pergunta que move a Nação Tricolor é simples: até onde o Grupo City está disposto a ir desta vez?

Um primeiro semestre abaixo das expectativas

Para entender o que vem pela frente, é preciso olhar para trás. A primeira janela de 2026 foi a mais discreta do Bahia desde a chegada do Grupo City, em 2023. Foram apenas quatro reforços anunciados: o ponta Kike Olivera e o atacante Everaldo, ambos por empréstimo, além do lateral-direito argentino Roman Gómez e do meia Léo Vieira, estes em definitivo. Gómez, contratado por cerca de R$ 16 milhões, foi a aquisição mais cara e chegou para ocupar a vaga deixada por Santiago Arias.

No total, o clube investiu pouco mais de R$ 23 milhões, número que o colocou apenas na 13ª posição entre os times da Série A em gastos, bem atrás de concorrentes diretos. A postura cautelosa foi explicada pela necessidade de adequar as despesas à realidade financeira do clube, uma estratégia focada em contratações pontuais de jogadores jovens com potencial de revenda. A torcida, que sonhava com nomes de maior expressão, ficou com a sensação de que faltou ousadia.

O problema é que o desempenho esportivo cobrou a conta. Eliminações precoces nas copas abriram um rombo financeiro nas receitas de premiação previstas no planejamento da SAF, e a equipe mergulhou em um jejum de oito partidas sem vitória que aumentou a pressão sobre o técnico Rogério Ceni e expôs as carências do grupo.

Alejo Véliz: o reforço que já está garantido

Em meio à indefinição, há uma certeza. O Bahia já tem o seu principal reforço encaminhado para o segundo semestre: o centroavante argentino Alejo Véliz, de 22 anos. O atacante foi adquirido junto ao Tottenham, da Inglaterra, em uma negociação avaliada em mais de R$ 50 milhões, o que faz dele uma das contratações mais caras da história recente do clube.

Véliz vinha de empréstimo no Rosario Central, da Argentina, de onde já se despediu oficialmente, e aguardava apenas a abertura da janela para desembarcar em Salvador e se apresentar em julho. Sua chegada responde a um pedido antigo da comissão técnica por um camisa 9 de mais presença na área e maior eficácia nas finalizações, um setor que foi ponto fraco do Tricolor no primeiro semestre. A expectativa é que o argentino, jovem e com passagem pelo futebol europeu, se transforme na referência ofensiva do time para a reta decisiva do ano.

As prioridades de Rogério Ceni para a reformulação

Mais do que um único nome, Rogério Ceni deixou claro o perfil de elenco que deseja. O treinador, que renovou seu contrato com o clube até o fim de 2027 e é o técnico mais longevo do Bahia no século, foi direto ao apontar as necessidades do grupo. Para ele, o Tricolor possui boas peças técnicas de construção, mas precisa se reforçar defensivamente e, sobretudo, ganhar musculatura física.

Ceni vem pedindo publicamente jogadores mais fortes e altos, capazes de elevar o nível competitivo da equipe principalmente nas bolas paradas, setor que o próprio treinador apontou como um dos calcanhares de Aquiles do time. A prioridade, portanto, recai sobre o sistema defensivo e sobre atletas que combinem vigor físico com potencial de evolução, dentro da filosofia que o Grupo City adota em seus clubes ao redor do mundo. A ideia é que, ao retornar das férias, o elenco esteja mais forte e mais veloz do que quando parou.

Quantos reforços virão e quem pode sair

Nos bastidores, a diretoria comandada por Cadu Santoro trabalha com a meta de fechar entre três e cinco contratações para a sequência da temporada, número considerado necessário para suprir as lacunas e dar a Ceni opções para um calendário desgastante. Até o momento, além de Véliz, nenhum nome foi oficialmente confirmado, mas o clube se mostra ativo na busca por oportunidades de mercado.

A janela, no entanto, não será apenas de chegadas. O próprio Ceni reconheceu que saídas fazem parte natural de qualquer ciclo, ainda que tenha evitado falar em reformulação completa, lembrando que trocar jogadores no futebol envolve custos que nem sempre a torcida enxerga. Entre os casos em aberto está o do goleiro Marcos Felipe, que retornou de empréstimo do futebol turco e cuja permanência dependerá do surgimento ou não de propostas. Há ainda a possibilidade, sempre presente em clubes do Grupo City, de movimentações envolvendo atletas da própria estrutura do grupo, um trunfo que o Bahia pode acionar para reforçar o elenco com nomes de qualidade vindos de outras equipes da rede.

O calendário trabalha a favor

Um ponto importante a favor do planejamento é o timing. Com a reapresentação do elenco marcada para o fim de junho e o retorno aos jogos oficiais do Brasileirão previsto para 22 de julho, diante do Atlético-MG em Belo Horizonte, a comissão técnica tem uma intertemporada relativamente longa para ambientar os reforços. É um luxo raro no futebol brasileiro, normalmente marcado por janelas atropeladas pelo ritmo das competições. Essa pré-temporada extra pode ser decisiva para que os novos jogadores cheguem entrosados e prontos para a briga por objetivos importantes na segunda metade do ano.

Uma janela que pode definir a temporada

O recado é claro: a janela do meio do ano de 2026 é, talvez, a mais importante do Bahia desde o início da era City. O clube vive um momento de pressão, precisa reagir esportivamente e tem na reformulação do elenco a principal ferramenta para virar a chave. Com Alejo Véliz garantido, as prioridades defensivas mapeadas por Ceni e a promessa de mais reforços, o Tricolor de Aço aposta que a inteligência de mercado, e não necessariamente o volume de gastos, será o caminho para transformar uma temporada conturbada em uma reta final de conquistas. Para o torcedor que acompanha cada detalhe desse processo, entender também o contexto mais amplo do entretenimento esportivo no Brasil,  incluindo temas como nova bet autorizada pelo governo federal em 2026, pode ajudar a interpretar melhor o impacto das mudanças regulatórias, das projeções de mercado e do interesse crescente em torno do futebol nacional. A Nação Tricolor, atenta a cada movimento, espera que desta vez o planejamento se traduza em resultados dentro de campo.

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