Um banhista capturou uma cobra sucuri com as próprias mãos na orla marítima e fluvial do município de Afuá, localizado no Arquipélago do Marajó, no Pará. O caso ocorreu na tarde deste domingo (17) em uma área de pontes e passarelas muito frequentada por moradores locais e turistas para banho de rio, provocando reações de surpresa e apreensão entre as testemunhas presentes.
Registros compartilhados em plataformas digitais e redes sociais mostram o momento em que o homem carrega o animal silvestre, estimado em mais de dois metros de comprimento, mantendo o corpo do réptil enrolado ao redor de um dos braços. Apesar da proximidade com dezenas de pessoas que acompanhavam a movimentação na estrutura de madeira, não houve registro de feridos ou de ataques por parte da serpente.

Banhista captura cobra sucuri com as maos na orla de Afua no Marajo/ Foto: Reprodução
Ainda que a espécie não pertença ao grupo das serpentes peçonhentas aquelas que possuem glândulas inoculadoras de veneno, órgãos de fiscalização ambiental e biólogos enfatizam que a manipulação voluntária de grandes répteis gera graves riscos de acidentes de consumo e lesões físicas. A sucuri utiliza a força muscular e o mecanismo de constrição para imobilizar alvos quando se sente ameaçada ou encurralada.
Especialistas em fauna amazônica explicam que o procedimento correto diante do avistamento de animais silvestres em perímetros urbanizados é o isolamento da área e o acionamento imediato do Corpo de Bombeiros Militar, do Batalhão de Polícia Ambiental ou de secretarias municipais de meio ambiente.
A contenção sem o uso de equipamentos de proteção individual adequados compromete a integridade do cidadão e do próprio animal, além de poder configurar infração sob a ótica da legislação de proteção à vida silvestre caso o espécime seja submetido a maus-tratos ou estresse severo.
Ocorrências na região amazônica
O aparecimento de animais da fauna nativa em áreas habitadas e balneários é classificado como um evento comum em municípios do interior paraense, devido à proximidade geográfica das cidades com zonas de mata densa, furos de rios e áreas inundáveis de várzea.

Banhista sustentando o corpo de uma cobra sucuri de médio porte nas proximidades de passarela de madeira em Afuá/ Foto: Reprodução
Até o início desta segunda-feira (18), as autoridades locais e os órgãos ambientais da região do Marajó não haviam emitido relatórios detalhando se a sucuri foi recolhida por equipes técnicas para reintrodução em habitat isolado ou se acabou liberada nas águas pelo próprio banhista após o término das filmagens.



