Um novo e dramático capítulo da guerra no Oriente Médio foi registrado nesta quarta-feira (18/03). Uma bomba de fragmentação Irã Tel Aviv ataque vídeo atingiu diretamente o teto de um apartamento em um subúrbio de Tel Aviv, resultando na morte de um casal de idosos.
O ataque é uma retaliação declarada de Teerã à morte de Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo de Segurança do Irã.
Imagens divulgadas logo após o impacto mostram o rastro de destruição: um buraco perfeito no teto de concreto por onde a munição penetrou. Segundo o jornal Haaretz, as vítimas fatais estavam em um prédio em Ramat Gan e não conseguiram chegar ao bunker do edifício a tempo de se protegerem das submunições.
O que são as bombas de fragmentação (Cluster)?
As munições de fragmentação são projetadas para se abrir no ar e liberar dezenas de pequenas bombas sobre uma área extensa. O perigo reside no fato de que muitas dessas submunições não explodem no impacto, funcionando como minas terrestres que podem matar civis anos depois.
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Com informações do G1.
Embora uma convenção internacional de 2008 proíba o uso deste armamento, nem Israel nem o Irã são signatários do tratado. Outras potências como EUA, Rússia e o próprio Brasil também permanecem fora da lista de países que baniram o artefato.
Retaliação e Balanço do Ataque
A TV estatal iraniana confirmou que os mísseis foram direcionados como resposta direta à perda de Ali Larijani, uma das figuras mais influentes do regime. Além das duas mortes confirmadas em Ramat Gan, o serviço de emergência de Israel relatou pelo menos cinco feridos em outras cidades atingidas, como Kafr Qasem e Bnei Brak.
Israel acusa o Irã de usar esse tipo de armamento de forma sistemática desde o início das hostilidades, enquanto o Líbano também já denunciou Israel pelo uso de mísseis similares em território libanês durante os confrontos de 2024.
A escalada levanta novos alertas sobre o desrespeito a áreas civis em meio ao conflito direto entre as potências regionais.
