O relatório de 2026 da Repórteres Sem Fronteiras (RSF), divulgado hoje (30/04), consolidou uma tendência de recuperação para o Brasil. O país subiu cinco posições em relação ao ano passado, ocupando agora a 52ª colocação entre 180 nações. O movimento é inverso ao dos Estados Unidos, que despencaram para a 64ª posição, marcando a primeira vez que o Brasil aparece melhor posicionado que a potência norte-americana.
A Ascensão Brasileira
Desde 2021, quando o Brasil amargou seu pior índice (111ª posição) e entrou na “zona vermelha”, o país escalou 59 posições. Segundo a RSF, o Brasil destaca-se na América Latina por um movimento de estabilização política, contrastando com vizinhos que enfrentam violência do crime organizado e retórica hostil.
O Declínio dos Estados Unidos
A queda americana foi acentuada nos últimos anos. Em 2022, o país ocupava a 42ª posição. Os principais motivos citados pela ONG para a queda atual incluem:
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Ataques Institucionais: Uso da máquina pública pelo governo de Donald Trump contra veículos de comunicação.
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Violência em Protestos: Jornalistas tornaram-se alvos frequentes durante coberturas de manifestações.
Com informações do G1.
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Crise de Confiança: Uma deterioração econômica do setor aliada à perda de credibilidade junto ao público.
Panorama Global: O Pior Nível em 25 Anos
Apesar do avanço brasileiro, o mundo vive uma crise de liberdade de informação. A RSF alerta que o nível global de liberdade de imprensa é o mais baixo em um quarto de século.
“O próprio jornalismo está morrendo, sufocado pela retórica política hostil e pressionado pela instrumentalização de leis contra a imprensa”, diz o relatório.
Os Extremos do Ranking
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Os Melhores: Noruega (1º), Países Baixos (2º) e Estônia (3º).
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Os Piores: Eritreia (180º), Coreia do Norte (179º) e China (178º).
