Brasil tem apenas 95 homens para cada 100 mulheres; veja o mapa da desigualdade

Até os 24 anos, a população masculina é maior, mas o cenário se inverte totalmente entre os idosos.

Por Fhagner Soares, ContilNet 29/04/2026 às 05:41
IBGE mostra que a predominância feminina é uma realidade crescente no Brasil/ Foto: Reprodução

O Brasil consolidou-se como um país majoritariamente feminino. De acordo com dados recentes sobre a “razão de sexo” no país, existem hoje 95,1 homens para cada 100 mulheres na média nacional. O levantamento detalha como a estrutura populacional brasileira se comporta de maneira distinta dependendo da região geográfica e, principalmente, da faixa etária.

A pesquisa aponta que o nascimento e a juventude ainda favorecem numericamente os homens. Até os 24 anos de idade, eles são a maioria da população. No entanto, a balança demográfica começa a virar rapidamente após esse período.

A idade como divisor de águas

A partir dos 30 anos, as mulheres passam a ser a maioria absoluta no Brasil. Essa tendência se acentua de forma drástica com o passar das décadas. Na população com 65 anos ou mais, a proporção cai para apenas 75,9 homens para cada 100 mulheres.

Especialistas e o próprio instituto indicam que dois fatores principais influenciam essa disparidade:

  • Mortalidade: Os índices de mortalidade são diferentes entre os sexos ao longo da vida.

  • Migração: Os fluxos migratórios internos também alteram a composição de homens e mulheres em estados específicos.

Onde eles faltam e onde sobram

O Rio de Janeiro é o estado onde a ausência masculina é mais acentuada, com uma média de apenas 91,4 homens para cada 100 mulheres. No recorte de idosos (60+), esse número despenca para apenas 70 homens por 100 mulheres em solo fluminense. Sergipe aparece logo atrás, com uma razão de 91,9. A proporção de homens varia conforme as grandes regiões do país:

  • Sudeste: 35,0

  • Nordeste: 33,3

  • Sul: 96,40

  • Centro-Oeste: 97,1

  • Norte: 97,7

Por outro lado, em estados marcados pela fronteira agrícola e fluxos migratórios recentes, o cenário é inverso. No Tocantins (101,6) e no Mato Grosso (101,5), o número de homens supera o de mulheres. Em São Paulo, na faixa específica de 18 a 19 anos, a presença masculina também é notável, chegando a 113,2 homens para cada 100 mulheres.

Conteúdo Original / Fonte: Fhagner Soares, ContilNet

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