O trânsito na principal ligação viária entre os municĂpios de BrasilĂ©ia e Epitaciolândia, na regiĂŁo do Alto Acre, enfrenta um cenário de severo congestionamento e lentidĂŁo. O fluxo na histĂłrica Ponte Metálica JosĂ© Augusto de AraĂşjo foi severamente prejudicado apĂłs carretas de grande porte bloquearem temporariamente as faixas de rolamento, inviabilizando a passagem regular de veĂculos de passeio, motocicletas e pedestres.
Por se tratar de uma estrutura de mĂŁo Ăşnica construĂda na dĂ©cada de 1980, a travessia exige a coordenação rigorosa do fluxo por meio de sinalização. No entanto, o avanço simultâneo de veĂculos pesados em sentidos opostos ou o posicionamento inadequado de carretas articuladas no meio da pista criaram um impasse geográfico, forçando a interrupção total do tráfego nos dois lados da cabeceira.

Travessia de veĂculos pesados em sentido oposto interrompeu fluxo na estrutura metálica construĂda nos anos 1980/ Foto: ContilNet
Longas filas de congestionamento formaram-se rapidamente nas avenidas de acesso que interligam as duas cidades da fronteira com a BolĂvia. A saturação da via afeta diretamente a rotina de moradores, trabalhadores locais e motoristas de transporte internacional que utilizam a BR-317, conhecida como a Estrada do PacĂfico.
O episĂłdio reacendeu as discussões na comunidade do Alto Acre sobre a defasagem logĂstica da atual ponte metálica, projetada em uma Ă©poca em que Epitaciolândia ainda funcionava como um distrito de BrasilĂ©ia e a frota regional era reduzida. Com a consolidação da rota internacional de exportação para os portos do Peru, o tráfego de caminhões bi-trens tornou-se intenso e rotineiro.

Moradores e motoristas da Estrada do PacĂfico enfrentaram longas filas devido Ă falta de espaço fĂsico na pista Ăşnica/ Foto: ContilNet
Até que os contornos rodoviários alternativos sejam homologados e abertos de forma definitiva para desviar o tráfego pesado das áreas urbanas, os motoristas locais dependem do monitoramento de agentes de trânsito e da paciência nas cabeceiras para evitar novos estrangulamentos nas horas de pico.

