Tráfego é bloqueado por veículos pesados em ponte na fronteira

Moradores e motoristas da Estrada do Pacífico enfrentaram filas devido à falta de espaço físico na pista única

Por Fhagner Soares, ContilNet 21/05/2026 Ă s 12:47

O trânsito na principal ligação viária entre os municípios de Brasiléia e Epitaciolândia, na região do Alto Acre, enfrenta um cenário de severo congestionamento e lentidão. O fluxo na histórica Ponte Metálica José Augusto de Araújo foi severamente prejudicado após carretas de grande porte bloquearem temporariamente as faixas de rolamento, inviabilizando a passagem regular de veículos de passeio, motocicletas e pedestres.

Por se tratar de uma estrutura de mão única construída na década de 1980, a travessia exige a coordenação rigorosa do fluxo por meio de sinalização. No entanto, o avanço simultâneo de veículos pesados em sentidos opostos ou o posicionamento inadequado de carretas articuladas no meio da pista criaram um impasse geográfico, forçando a interrupção total do tráfego nos dois lados da cabeceira.

Travessia de veículos pesados em sentido oposto interrompeu fluxo na estrutura metálica construída nos anos 1980/ Foto: ContilNet

Longas filas de congestionamento formaram-se rapidamente nas avenidas de acesso que interligam as duas cidades da fronteira com a Bolívia. A saturação da via afeta diretamente a rotina de moradores, trabalhadores locais e motoristas de transporte internacional que utilizam a BR-317, conhecida como a Estrada do Pacífico.

O episódio reacendeu as discussões na comunidade do Alto Acre sobre a defasagem logística da atual ponte metálica, projetada em uma época em que Epitaciolândia ainda funcionava como um distrito de Brasiléia e a frota regional era reduzida. Com a consolidação da rota internacional de exportação para os portos do Peru, o tráfego de caminhões bi-trens tornou-se intenso e rotineiro.

Moradores e motoristas da Estrada do Pacífico enfrentaram longas filas devido à falta de espaço físico na pista única/ Foto: ContilNet

Até que os contornos rodoviários alternativos sejam homologados e abertos de forma definitiva para desviar o tráfego pesado das áreas urbanas, os motoristas locais dependem do monitoramento de agentes de trânsito e da paciência nas cabeceiras para evitar novos estrangulamentos nas horas de pico.

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