Familiares e amigos se despediram, no último domingo (21), da advogada Meire Aparecida de Amorim, morta no fim do mês passado durante uma viagem de turismo na Namíbia, no continente africano. O sepultamento foi realizado no Cemitério Municipal Terra Santa, em Presidente Olegário, cidade natal da vítima localizada no interior de Minas Gerais.
O funeral ocorreu após uma espera de 23 dias, período em que o corpo da brasileira permaneceu retido no exterior. O atraso na repatriação foi provocado por uma sucessão de trâmites diplomáticos e burocráticos no país africano, iniciados logo após o acidente de trânsito que tirou a vida da advogada no dia 29 de maio.
Meire viajava em um veículo de excursão contratado junto à Chameleon Safaris Namibia, operadora local especializada em passeios de safári, quando o automóvel se envolveu em um acidente rodoviário.
A liberação dos restos mortais para o translado internacional enfrentou dificuldades logísticas em solo namibiano. O primeiro obstáculo foi a lentidão nos exames periciais e nos procedimentos de liberação legal conduzidos pelo necrotério da Walvis Bay Police Station, na cidade litorânea de Walvis Bay.
Posteriormente, o processo de repatriação travou no setor consular devido à demora no apostilamento da certidão de óbito e dos laudos médicos. O procedimento de apostilamento é uma exigência internacional que valida oficialmente documentos emitidos por autoridades estrangeiras para que tenham efeitos jurídicos no Brasil.
Profissional da área jurídica, Meire era funcionária da Caixa Econômica Federal e exercia suas funções na Gerência de Alienação de Bens Imóveis e Móveis (GEATR) no Distrito Federal. Embora estivesse radicada e vivesse em Brasília devido às obrigações profissionais na administração federal, a advogada manifestava a familiares o desejo de retornar em definitivo a Minas Gerais. Seu plano era se estabelecer novamente em Presidente Olegário assim que obtivesse a aposentadoria.
Descrita por pessoas próximas como uma mulher afetuosa, Meire deixa a mãe, os irmãos Gilberto e Beatriz, além de três filhos: Arthur, de 21 anos; Sávio, de 19; e Moara, de 17.
