Passageiros do cruzeiro com surto de hantavírus desembarcam neste domingo

Três mortes foram registradas durante a expedição, com uma confirmação de hantavírus da cepa Andes

Por Fhagner Soares, ContilNet 09/05/2026 às 21:12
Navio MV Hondius atraca nas Ilhas Canárias sob monitoramento da OMS e autoridades espanholas/ Foto: Reprodução

A complexa operação para o desembarque dos passageiros do cruzeiro MV Hondius tem início programado para as 4h deste domingo (10), no horário de Brasília. O navio, que se tornou foco de preocupação global após um surto de hantavírus durante uma expedição iniciada na Argentina, atracará nas Ilhas Canárias, na Espanha, sob um esquema de segurança sanitária sem precedentes.

Logística de Repatriação

A saída dos viajantes foi organizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em parceria com o governo espanhol e diversas nações. Segundo a operadora Oceanwide Expeditions, o fluxo de desembarque priorizará cidadãos espanhóis, seguidos por nacionais dos Estados Unidos, França, Alemanha, Reino Unido, Bélgica e Holanda, cujos governos enviaram aeronaves específicas para o resgate.

Para garantir a segurança da comunidade local, os passageiros serão transportados em veículos isolados diretamente para os aeroportos. O objetivo é encaminhá-los imediatamente aos voos de repatriação sem que haja circulação nas ilhas.

Estado de Saúde e Próximos Passos

Atualmente, 147 pessoas permanecem a bordo, e a OMS afirma que nenhum tripulante ou passageiro apresenta sintomas da doença no momento. Contudo, uma reportagem do jornal Estadão destaca que equipes médicas realizarão avaliações individuais para medir o nível de exposição de cada indivíduo ao vírus antes do embarque nos aviões.

Após a conclusão da retirada de todas as pessoas, o MV Hondius seguirá para a Holanda, onde será submetido a um rigoroso processo de desinfecção.

Investigação e Alerta

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, que acompanhará a operação pessoalmente, reforçou que o surto não deve ser comparado à pandemia de covid-19 e que o risco geral permanece baixo. Até agora, foram confirmadas três mortes durante a viagem. As investigações laboratoriais apontam que as infecções foram causadas pela cepa Andes, variante comum na América do Sul e conhecida por seu potencial de transmissão.

Conteúdo Original / Fonte: Redação ContilNet

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