A saúde mental e o fim do isolamento de pacientes estiveram no centro das discussões realizadas nesta segunda-feira (18), em Rio Branco, durante o 1º Fórum Municipal de Saúde Mental. O encontro colocou em pauta a defesa do tratamento humanizado, baseado no convívio familiar e comunitário, em contraposição ao modelo dos antigos manicômios.
Realizado em alusão ao Dia Nacional da Luta Antimanicomial, o evento reuniu profissionais da saúde, representantes da assistência social, educação, Justiça, usuários da rede pública e familiares para discutir os desafios do atendimento em saúde mental e a importância do cuidado em liberdade.
Durante os debates, especialistas destacaram os avanços da Reforma Psiquiátrica Brasileira, que substituiu o modelo de internações prolongadas pelo acompanhamento em serviços comunitários, como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e residências terapêuticas.
A gerente da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) de Rio Branco, Karen Beiruth, ressaltou que a proposta é fortalecer o acolhimento sem afastar o paciente do convívio social.
“Essa é uma luta histórica que busca garantir dignidade e humanidade às pessoas em sofrimento mental”, afirmou.
O fórum também abordou a necessidade de ampliar políticas públicas voltadas à saúde mental e combater o preconceito enfrentado por pessoas com transtornos psicológicos e psiquiátricos.
