Abrem inscrições para mutirão de retificação de nome e gênero no Acre

Segunda edição da campanha "Viver com meu nome" atende a comunidade LGBTQIA+ em Rio Branco

Por Fhagner Soares, ContilNet 03/06/2026 às 12:03
Segunda edição da campanha terá atendimento presencial no dia 4 de julho no bairro Santa Quitéria/ Foto: Reprodução

A Secretaria de Estado da Mulher (Semulher) e a Defensoria Pública do Estado do Acre (DPE/AC) lançaram oficialmente o cronograma para a segunda edição da campanha “Viver com meu nome”. Trata-se de um mutirão voltado para a retificação de prenome e gênero nos registros de nascimento e casamento, direcionado especificamente ao público LGBTQIA+ residente na capital.

O período de inscrições para os interessados em participar da ação social e jurídica começa nesta quarta-feira (3) e permanecerá aberto até o dia 26 de junho. O atendimento presencial e a consolidação das alterações cartorárias ocorrerão no dia 4 de julho, das 8h às 12h.

O mutirão será centralizado na sede da Defensoria Pública do Estado do Acre, localizada na Avenida Antônio da Rocha Viana, nº 3057, no bairro Santa Quitéria, em Rio Branco.

Para garantir a efetivação do procedimento de retificação diretamente nos cartórios de registro civil, os candidatos devem providenciar e apresentar uma lista abrangente de documentos e certidões de idoneidade jurídica. A organização do evento reforça que a ausência de qualquer um dos itens pode inviabilizar o andamento do processo.

A relação de documentos necessários inclui:

  • Cópia legível do Documento de Identidade (RG);

  • Cópia do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF);

  • Cópia do passaporte (caso o cidadão possua o documento ativo);

  • Comprovante de residência atualizado;

  • Certidões dos distribuidores cíveis da Justiça Estadual e da Justiça Federal;

  • Certidões dos distribuidores criminais da Justiça Estadual e da Justiça Federal;

  • Certidões de execução criminal emitidas pelas Justiças Estadual e Federal;

  • Certidão de quitação e crimes eleitorais expedida pela Justiça Eleitoral;

  • Certidão de feitos trabalhistas emitida pela Justiça do Trabalho;

  • Certidão da Justiça Militar (exigência restrita apenas a pessoas originalmente registradas no sexo masculino).

Articulação institucional

A iniciativa legislativa e assistencial busca desburocratizar o acesso a um direito fundamental, garantindo o respeito à identidade de gênero e diminuindo os custos processuais para populações em situação de vulnerabilidade social.

A realização da campanha “Viver com meu nome” é fruto de uma ação conjunta entre o Poder Executivo, por meio da Semulher, e o braço jurídico da Defensoria Pública acreana. Para viabilizar a emissão rápida das novas certidões e a validação dos atos, a mobilização conta com a parceria estratégica da Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Acre (Arpen-AC) e do Poder Judiciário do Estado do Acre.

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