A nova prisão preventiva da advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra, ocorrida na manhã desta quinta-feira (21) no âmbito da Operação Vérnix, provocou reações imediatas nos bastidores de seu núcleo familiar e de sua equipe de assessoria. Investigada pela Polícia Civil de São Paulo por suposta participação em um esquema de lavagem de dinheiro operado por meio de uma transportadora de cargas ligada à cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC), a empresária confidenciou a parentes e interlocutores próximos que se considera alvo de uma perseguição institucional e sistemática.
O mandado judicial de detenção foi cumprido pelos agentes da segurança pública em sua residência de luxo, localizada no bairro de Alphaville, no município de Barueri, na Região Metropolitana de São Paulo.
Conforme relatos de pessoas que mantiveram contato com a advogada antes de seu encaminhamento à delegacia, Deolane externou um desabafo no qual associa as recorrentes investigações policiais ao preconceito contra sua trajetória pessoal. Ela argumenta que o fato de ter nascido e crescido na periferia, somado ao histórico de ter sido casada com um cantor de funk e ao seu estilo contundente de expressar opiniões na internet, contribuiu para o acúmulo de desafetos em setores do poder público. Outro fator apontado por sua defesa como gerador de suspeitas infundadas por parte das autoridades é a velocidade com que ela construiu sua fortuna milionária.
Esta não é a primeira vez que a influenciadora digital é recolhida ao sistema prisional. No decorrer do ano de 2024, Deolane Bezerra foi o pivô de uma prisão de grande repercussão nacional durante a Operação Integration, que apurava crimes de lavagem de dinheiro oriundos do jogo do bicho e de plataformas de apostas. Na mesma época, o cantor sertanejo Gusttavo Lima também teve a prisão decretada no bojo do mesmo processo, mas a ordem foi posteriormente anulada pelo Poder Judiciário.
A empresária já havia se queixado publicamente sobre os desdobramentos daquela primeira ação. Em um manuscrito divulgado recentemente, Deolane classificou o episódio de 2024 como um erro crasso contra sua reputação.
“Um ano da prisão injusta que manchou minha honra! A verdade está aí, escancarada, mas a justiça parece dormir enquanto minha vida segue marcada por algo que nunca existiu”, declarou na carta. No mesmo texto, em tom de resiliência, complementou: “Sigo firme, de cabeça erguida, me reconstruí, me reinventei e sigo com fé! Tentaram me derrubar, mas esqueceram que eu sou tempestade… Quanto mais me batem, mais eu levanto!”.
Além das operações Integration e Vérnix, a advogada já figurou como alvo em outros inquéritos e mandados de busca e apreensão coordenados pela Polícia Civil do Estado de São Paulo em anos anteriores. Contudo, de acordo com os registros de acesso público sobre os casos passados, nenhuma das abordagens ou investigações pretéritas resultou em condenação ou consequências jurídicas definitivas contra a profissional.
