A companhia chilena Landes, especializada no setor de fabricação de pescados, anunciou o afastamento preventivo do executivo Germán Naranjo Maldini de suas funções institucionais. A medida administrativa foi adotada após o profissional, que integra os quadros da organização há uma década, ser preso pela Polícia Federal brasileira sob a acusação de cometer crimes de racismo e homofobia durante os procedimentos de embarque de um voo internacional operado pela Latam.
A decisão de suspender o funcionário foi formalizada por meio de um posicionamento oficial emitido pela gerência de Assuntos Corporativos e Gestão de Pessoas da empresa. A direção explicou que a desvinculação inicial tem caráter cautelar enquanto a corporação conclui a coleta de dados e relatórios sobre a ocorrência em solo brasileiro.
No comunicado distribuído à imprensa, a Landes adotou uma postura de distanciamento e condenação em relação aos atos atribuídos ao seu colaborador de longo prazo. A fabricante ressaltou que as atitudes relatadas violam de forma direta os códigos internos que regem a conduta de seus trabalhadores.
A prisão contra Maldini foi cumprido pelos agentes da Polícia Federal na última sexta-feira (15), no momento em que o chileno desembarcava de retorno ao território brasileiro de uma viagem ao exterior. A investigação aponta que os crimes de injúria racial e homofobia ocorreram no domingo anterior (10), no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo, instantes antes de a aeronave decolar com destino a Frankfurt, na Alemanha.
A dinâmica das agressões verbais e físicas foi registrada em formato de vídeo por testemunhas que viajavam na mesma cabine. As imagens em posse das autoridades policiais mostram o executivo direcionando termos insultuosos contra um comissário de bordo da companhia aérea e, na sequência, executando de forma repetida gestos imitando os movimentos de um macaco.
A Latam Airlines também se manifestou publicamente sobre as agressões desferidas contra o seu funcionário técnico de cabine. Em nota de repúdio, a concessionária de transporte aéreo assegurou que oferece apoio jurídico ao colaborador afetado e que colabora com o envio de provas materiais para subsidiar o inquérito policial conduzido pela delegacia aeroportuária da PF.
A empresa de aviação civil reiterou que mantém tolerância zero contra práticas desrespeitosas, agressivas ou discriminatórias no interior de suas aeronaves e estruturas de atendimento, rechaçando episódios que configurem racismo, xenofobia ou preconceito por orientação sexual. O executivo chileno permanece à disposição da Justiça de São Paulo para a realização dos trâmites de audiência de custódia.
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