Estagiárias são demitidas após falsificarem receita médica com termos obscenos

Sindicância da Secretaria de Saúde de Alagoinha concluiu que jovens usaram carimbo de servidora sem autorização

Por Fhagner Soares, ContilNet 22/05/2026 às 05:57
Investigação apontou que técnica de enfermagem teve carimbo usado sem autorização e acabou inocentada pelo município/ Foto: Reprodução

A Secretaria Municipal de Saúde de Alagoinha, município localizado no agreste de Pernambuco, determinou o desligamento imediato de duas estagiárias que atuavam na rede pública de saúde da região. A medida administrativa foi adotada após a comprovação de que as jovens falsificaram um receituário oficial utilizando o carimbo de uma técnica de enfermagem para fazer anotações de cunho pornográfico e obsceno.

O documento em questão continha termos vulgares, prescrevendo a expressão “3h de bvc3ta” pelo período de três meses, acompanhada da orientação de preenchimento “bem molhadinha”.

Após serem identificadas e interpeladas pela chefia da unidade básica de saúde onde prestavam serviço, as estudantes admitiram a autoria do fato, mas argumentaram que a ação tratava-se apenas de uma “brincadeira” interna. Uma das envolvidas confessou, ainda, ter compartilhado a imagem do receituário em suas plataformas de redes sociais, o que fez o conteúdo viralizar e ganhar repercussão nacional na internet.

Sindicância isenta técnica de enfermagem

Diante da gravidade do episódio e da exposição institucional, a prefeitura instaurou uma sindicância administrativa para apurar as responsabilidades e a extensão dos danos. O relatório conclusivo do procedimento confirmou que o papel timbrado foi confeccionado pelas estagiárias de forma clandestina, sem o consentimento, a anuência ou a participação da técnica de enfermagem que era a titular legítima do carimbo.

A Secretaria de Saúde esclareceu que a folha adulterada não possuía qualquer validade técnica, clínica ou administrativa perante as farmácias centrais ou privadas, uma vez que continha apenas a marcação do carimbo profissional, carecendo da assinatura manuscrita obrigatória para a liberação de procedimentos ou medicamentos.

Comprovada a ausência de culpa ou conivência da servidora afetada pela fraude, o órgão determinou o arquivamento das suspeitas contra ela e sua imediata reintegração às funções habituais na Unidade Básica de Saúde (UBS) do município. As autoridades locais reforçaram que o caso é tratado de forma isolada e que os mecanismos de vigilância sobre o uso de insumos oficiais foram rigidamente reforçados para evitar novas ocorrências.

Conteúdo Original / Fonte: Redação ContilNet

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